Verdienste en genade

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# Mérito e Graça na Teologia Paulina (Rm 6,23; 2Tm 2,8) e Maria como Modelo da Aliança com DeusNo contexto contemporâneo, a palavra “mérito” está frequentemente associada à lógica meritocrática: reconhecimento profissional e recompensa proporcional ao esforço. De acordo com o Código de Direito Canônico (CIC), no §2006, o termo “mérito” refere-se, em geral, à retribuição devida por uma comunidade ou sociedade à ação de um de seus membros, considerada boa ou má, digna de recompensa ou castigo. O mérito está ligado à virtude da justiça, de acordo com o princípio de igualdade que a rege.No entanto, quando se trata de Deus, a questão assume contornos radicalmente diferentes: como alcançar mérito diante daquele de quem recebemos tudo? Como afirma São Tomás, Ele é a causa primeira de todas as coisas. Diante de tal realidade, a noção de mérito próprio torna-se irrelevante.A gratuidade da graça não pode conter mérito. Além disso, o conceito de mérito, como substantivo, não existe na Sagrada Escritura. No entanto, ao falarmos de mérito, estamos nos referindo à promessa de Deus de recompensar aqueles que obedecem à sua palavra. É importante notar que a noção de recompensa após a morte surge na Sagrada Escritura apenas no século II a.C.A doutrina paulina, enfatizando a gratuidade da graça, também afirma que, após recebermos os meios do mérito (ou seja, a graça), o cristão receberá, na “parusia”, a coroa da justiça do Juiz justo:> “Desde agora, está reservada para mim a coroa da justiça que o Senhor, o justo juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação” (2 Tm 4,8). > “Aliás, todos temos de comparecer, às claras, perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa, prémio ou castigo, do que tiver feito, de bem ou de mal, ao longo de sua vida corporal” (2 Cor 5,10).Portanto, Paulo deixa claro que o homem não pode ganhar uma recompensa no sentido literal, mas sim receber uma punição. Os méritos humanos são menores e secundários, já que as graças que santificam e movem para o bem são um dom, segundo Paulo:> “Com efeito, a paga do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6,23).Ao fazer essa distinção, Paulo destaca uma implicação derivada da natureza de Deus como Pai e da paternidade que carrega seu nome:> “De quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra” (Ef 3,15). > “E, se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se, de fato, sofremos com ele, para sermos também glorificados com ele” (Rm 8,17).As crianças podem sofrer punições e desinteresses, mas não precisam merecê-los. Da mesma forma, a esperança humana em alcançar as moradas do Pai baseia-se nessa verdade:> “Sabendo que é o Senhor que vos recompensará, fazendo-vos seus herdeiros. Ao Cristo e Senhor é que estais servindo” (Cl 3,24).No entanto, o Pai exige que os fiéis sejam conformes ao seu Filho, Jesus Cristo. Neste sentido, assim como o verdadeiro mérito de Cristo não move Deus a conceder misericórdia e graça (pois Ele não precisa ser comovido; Seu amor divino e humano espontâneo o levou a enviar o Filho ao mundo), o amor não merecido de Deus é a explicação fundamental para todas as coisas boas que o homem possui. A obediência meritória é uma condição humana, mas é o amor divino e humano de Deus que Ele deseja oferecer ao homem, mesmo sem receber nada em troca.**Dúvidas sobre “Mérito e Graça”?**Maria é um modelo perfeito de mérito e acolhida da graça divina. Para uma exploração mais profunda, consulte a Encíclica *Redemptoris Mater* de São João Paulo II, sobre Maria e a plenitude da graça.Aprofundar seus estudos? Explore Mariologia, Teologia Mariana, Aparições Marianas e a Pós-Graduação em Mariologia.

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