Em meio às transformações globais e ao declínio das ideologias imperialistas, os Papas do século XX enfrentaram desafios únicos. A era pós-conciliar trouxe questões complexas no campo da justiça social, relações internacionais, e emergência de fundamentalismos. Paralelamente, surgiram dilemas éticos em genética e biotecnologia.
Confrontada com a desertificação da fé, a Igreja respondeu chamando os fiéis a uma redescoberta do Deus trinitário. Em um mundo marcado pelo pós-nihilismo, a Igreja propôs um novo humanismo, enfatizando a importância do testemunho, comunhão e serviço baseados no evangelho.
O Concílio Vaticano II e o magistério subsequente dos Papas focaram na renovação da doutrina, liturgia e prática pastoral. Neste contexto, a mariologia e a prática do Rosário foram profundamente revitalizadas, integrando-se ao mistério da história, da Igreja e da humanidade.
A era pós-conciliar testemunhou uma preferência pela ortopraxis em detrimento da ortodoxia, refletindo uma mudança do vertical para o horizontal na espiritualidade. Isso resultou em um enfraquecimento da piedade e espiritualidade tradicionais, criando uma necessidade de renovação.
A devoção mariana, especialmente através do Rosário, emergiu como um ponto focal nesse processo de renovação. O Rosário, visto como um compêndio do Evangelho, foi promovido como uma prática que une afetividade e racionalidade, oferecendo uma via para o coração purificado e para uma compreensão mais profunda de Deus.
A prática do Rosário foi reforçada como um meio de contrariar a fragmentação do humano, promovendo a unidade a partir do coração. A devoção a Maria, e particularmente ao Rosário, desempenhou um papel crucial na renovação da fé e na promoção de um cristianismo unificado e globalizado, respeitando a diversidade cultural e religiosa.
Sob os papados de São João XXIII, São Paulo VI e São João Paulo II, a doutrina e a piedade marianas foram renovadas e libertadas, beneficiando-se significativamente da prática do Rosário. Esta renovação refletiu a intenção dos Papas de integrar plenamente a mariologia e a prática do Rosário na vida da Igreja pós-conciliar.
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