Pio XII, nascido Eugênio Pacelli em Roma, ascendeu ao papado em um período crítico marcado pela Segunda Guerra Mundial. Seu pontificado foi caracterizado por esforços diplomáticos e um forte ministério docente, visando a promoção da paz.
Pio XII dedicou uma parte significativa de seu magistério à mariologia. A encíclica “Fulgens corona” e a definição dogmática da Assunção de Maria são exemplos de sua profunda devoção e do seu empenho em elevar a importância teológica de Maria.
Durante seu pontificado, especialmente durante a guerra, Pio XII promoveu intensamente o Rosário. Em discursos como os de 16 de outubro de 1940 e 8 de outubro de 1941, ele destacou o Rosário como uma prática essencial para as famílias cristãs, enfatizando seu papel na promoção da paz e na salvação da humanidade.
A encíclica “Ingruentium malorum” de 1951 é um marco em seu papado, onde Pio XII enfatiza a “poderosa eficácia” do Rosário em obter ajuda materna da Virgem. Ele convida os fiéis a confiar no Rosário para dissipar conflitos, proteger a juventude e fortalecer a Igreja.
Pio XII encorajou os fiéis a lembrar daqueles que sofriam em prisões e campos de concentração enquanto rezavam o Rosário. Ele viu nesta prática não apenas um meio de contemplação, mas também um ato de solidariedade e compaixão pelos aflitos.
Pio XII considerava o Rosário como um caminho para a santidade e uma forma de vida cristã alimentada pela vida de Jesus e Maria. Ele via nessa prática uma forma de aproximar os fiéis da fonte divina de luz e santidade.
Pio XII deixou um legado inestimável no que diz respeito à promoção do Rosário. Sua abordagem ao Rosário, como um instrumento de fé, paz e solidariedade, continua a influenciar a espiritualidade católica, oferecendo uma perspectiva esperançosa e consoladora para os desafios contemporâneos.
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