Mary, the woman of the Eucharist

# Maria, Educadora do Povo de Deus## IntroduçãoMaria, a Mãe de Jesus, é, sem dúvida, uma educadora do povo de Deus. Ela o foi desde o momento em que, através da sua fé e obediência, educou Jesus na tradição do seu povo. Foi o primeiro espelho pelo qual ele aprendeu a contemplar o mundo.## Maria e a Eucaristia: Uma Conexão ProfundaNa vida pública de Cristo, a Mãe torna-se discípula e, no Calvário, é declarada mãe do discípulo amado e de todos os fiéis que ele representa. A sua missão agora é cooperar com o amor de mãe (mediação materna), em união com Cristo e no Espírito, para a glória do Pai, na regeneração e formação dos fiéis (Lumen Gentium 63).Maria guia-nos, portanto, nos mistérios da fé, especialmente no da Eucaristia. Como observa São João Paulo II na Encíclica *Ecclesia de Eucharistia*, a Eucaristia é um “misterio que domina o nosso pensamento e só pode ser acolhido na fé” (n. 15). Maria é a “sustentação e guia na fé no mistério da fé” (n. 53).## O Testemunho de Maria na EucaristiaMaria, como verdadeira mestra, oferece-nos, em primeiro lugar, o testemunho da sua própria vida, entregando-se plenamente a Jesus e ao dom da Eucaristia. Ela é chamada de “mulher da Eucaristia” (Ecclesia de Eucharistia 53). A Mãe de Jesus está presente nos vários aspectos do mistério eucarístico: Ceia do Senhor, sacrifício redentor, presença real e salvífica, comunhão de amor.A Virgem orante leva-nos às consequências vitais do mistério: celebrar, adorar e viver a Eucaristia. Tudo isso se baseia nas duas entregas convergentes da Mãe e do Filho: “Fazei”.### As Palavras de Maria e JesusEm Caná, Maria pronuncia a última palavra relatada pelos Evangelhos, dando uma ordem: “Fazei o que Jesus vos disser” (Jo 2,5). Da mesma forma, Jesus, na vigília da sua paixão, diz à comunidade cristã: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19).A vontade de Maria e de seu Filho revela uma orientação clara: viver a Eucaristia e orientar os fiéis para sua celebração.## Um Ideal a Ser AlcançadoO ideal a ser alcançado é viver Maria, identificando-se com ela como tipo e modelo da Igreja na celebração dos mistérios divinos. À medida que nos identificamos com ela, nossa vida se torna um sinal que contém e revela as atitudes espirituais profundas de sua existência. E, finalmente, mas não menos importante, referimo-nos essencialmente a Cristo e ao seu sacramento por excelência: a Eucaristia.## Um Testemunho de Chiara LubichChiara Lubich (1920-2008) oferece um belo testemunho que ilustra este pensamento:“Um dia entrei na Igreja
e com o coração cheio de confiança perguntei-lhe:
‘Por que você quis ficar na terra,
em todos os pontos da terra,
na doce Eucaristia,
e não encontrou,
Tu que és Deus,
uma forma de trazer-nos e de deixar-nos também Maria,
a Mãe de todos nós que peregrinamos?’No silêncio, ele parecia responder:
‘Não trouxe porque quero vê-la novamente em ti.
Ainda que não sejas imaculada,
o meu amor vos virginizará
e tu, vós, abrireis os braços
e os corações de mães à humanidade
a qual, tal como naquele tempo,
tem sede de seu Deus e de Sua Mãe.
Agora, acalma as tuas dores,
as chagas, seque as lágrimas.
Cante as ladainhas
e tente refletir-se nelas.'”## O Papel de Maria na Eucaristia e no MagistérioSão João Paulo II, em sua Encíclica *Ecclesia de Eucharistia*, destaca que a comunhão eclesial se constrói diariamente em torno da Eucaristia. Para reconhecer Jesus na Eucaristia, centro vivo e unificador da vida da Igreja, o Papa adverte sobre a importância de viver profundamente este sacramento.Maria, como Mãe e modelo da Igreja, oferece um exemplo maravilhoso e uma ajuda válida para alcançar esta meta. Ela tem uma relação profunda com a Eucaristia, que pode guiar-nos para este Santíssimo Sacramento (Ecclesia de Eucharistia 53).Para uma reflexão mais aprofundada sobre Maria e a Eucaristia, recomendamos a leitura da Exortação Apostólica *Marialis Cultus* de Paulo VI.
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