A relação entre o Espírito Santo e Maria é uma das dimensões mais profundas e menos exploradas da Mariologia. O Espírito Santo é o “Espírito de Maria” num sentido muito especial: é Ele que a preparou, que desceu sobre ela na Anunciação, e que a glorificou. Para artigo completo: Espírito Santo e Maria.
O Anjo disse a Maria: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1,35). A palavra “sombra” (episkiásei) evoca a Nuvem que cobria o Tabernáculo no deserto: o Espírito habita em Maria como habitava no Tabernáculo — presença real, íntima, fecunda.
No Cenáculo, Maria está no coração da assembléia orante que recebe o Espírito Santo no dia de Pentecostes (Act 1,14). A sua presença não é acidental: Maria que foi “coberta pelo Espírito” na Anunciação está agora no centro da Igreja que recebe o mesmo Espírito. A história da salvação tem uma coerência pneumatológica.
São Maximiliano Kolbe desenvolveu uma teologia ousada: Maria Imaculada é, de certa forma, uma manifestação do Espírito Santo no mundo, como o Verbo se manifestou em Jesus. Esta formulação deve ser entendida cuidadosamente: Maria não é uma hipóstase do Espírito, mas a criatura que mais plenamente lhe está unida e o manifesta.
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