Quel est le rôle de Marie en tant que femme et laïque ?

O papel de Maria como mulher e leiga na história da salvação
Leigo significa uma pessoa batizada que não faz parte do clero. Esta simples definição distingue dois estados de vida: os leigos e os religiosos dentro do cristianismo. Na nossa época, os leigos são revalorizados como responsáveis pela comunidade eclesial. É a partir desta definição que abordaremos o laicado de Maria.
Maria, como Mãe de Jesus, é consagrada no Espírito e une-se ao único sacrifício de Cristo. No entanto, sobre a sua dimensão laical, devemos considerar três aspectos:
- Sentido Sociológico: Maria é uma mulher israelita, portanto, não poderia desempenhar nenhuma função sacerdotal. Em casa, ela poderia educar os filhos até os cinco anos de idade. Após essa idade, a criança era iniciada na vida pública, onde as mulheres não tinham acesso. Na verdade, mesmo a presença no templo era restrita a um átrio distante do espaço de oração dos homens, e na escola dos escribas, a participação feminina era proibida.
- Sentido Histórico: A sacerdotalidade de um homem em Israel vinha da herança sanguínea. Maria, embora pertencendo a uma família sacerdotal (na genealogia de Jesus, encontramos Sadoc), era parente de Isabel, descendente de Arão (Lucas 1:5). A possibilidade do sacerdócio seria para José, por ser homem.
- Sentido Evangélico: A religiosidade de Maria assumiu traços semelhantes aos de Jesus como uma nova via muito mais existencial. Podemos até falar de um estatuto essencial da vida laical em Lucas, quando se contrapõe de forma antitética a Anunciação de João Batista a Zacarias àquela de Jesus a Maria. O Anjo entra na casa de Maria (Lucas 1:26) e anuncia a morada de Deus a uma mulher leiga. Esta passagem desbota a ideia do “templo de pedra” e inaugura a “Igreja de pessoas”, onde a presença de Deus encontra a pessoa livremente, independentemente da sua pertença sacerdotal. Em vez disso, o sacerdote Zacarias permanece dentro do templo de pedra, incrédulo e, consequentemente, mudo, enquanto Isabel indica a veneração de Maria (Lucas 1:42).

A presença de Maria na história da salvação transcende os estados de esposa e mãe. Para a Mariologia, os 153 versículos sobre Maria que chegaram até nós não falam de uma alteração do status da Mãe de Jesus enquanto leiga. Maria realmente participou nas atitudes e comportamentos sacerdotais de Jesus quando oferece a sua vida para a remissão dos pecados do mundo. Ela tinha consciência de que o seu Filho tinha vindo para salvar o povo dos seus pecados (Mateus 1:21). A profecia de Simeão indicara-lhe a trágica morte, juntamente com a espada que lhe trespassaria a alma. Por fim, na hora da Cruz, assistimos à máxima revelação do Filho em relação à Mãe, deixando-a em herança à comunidade dos redimidos como Mãe na sua união ao sacrifício redentor do Filho.
Podemos concluir que o laicado de Maria se baseia na resposta de fé que inaugura a irrupção de Deus no mundo. A mulher que habitava numa província desprezada (João 7:41) e proveniente de uma aldeia denegrida (João 1:46) é exaltada pela sua fé, pois deu o seu consenso (Lucas 1:38). Enquanto Mãe do Filho de Deus, as suas atitudes são a escuta da Palavra de Deus, conservar e realizar na vida quotidiana aquilo que chamamos de Evangelho (Lucas 8:19-21) (Lc 11:27-28). Maria é esta que põe em prática a Palavra de Deus e nos ensina, em todos os estados e formas de vida, sejam laicais ou não, a assumir o chamado de Deus e, com coragem, anunciar onde estivermos “as grandes obras” do Senhor.
O leitor, onde tem anunciado “as maravilhas” que o Senhor tem feito? Comente abaixo como tem posto em prática o seu Laicado. Para aprofundar a teologia de Maria como mulher e discípula, consulte a encíclica de João Paulo II: Redemptoris Mater sobre Maria na peregrinação da fé.
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