O título Maria Rainha expressa a dignidade celeste de Maria, glorificada à direita do seu Filho. Pio XII, na encíclica Ad Caeli Reginam (1954), fundamentou teologicamente este título e instituiu a festa de Nossa Senhora Rainha (22 de Agosto). Para artigo completo: Maria Rainha — Realeza e Serviço.
A raiz bíblica da realeza de Maria encontra-se na figura da Gebirah (Rainha-Mãe) do Antigo Testamento: a mãe do rei em Israel tinha uma função oficial na corte, sentada à direita do filho. Maria, Mãe do Rei Messias, herda este título. O Salmo 45 canta: “A rainha está à tua direita, adornada de ouro de Ofir.”
A realeza de Maria é consequência da realeza de Cristo: ela é Rainha porque é Mãe do Rei. Não é uma realeza conquistada, mas recebida. Esta distinção é importante: Maria não partilha o poder de Cristo por direito próprio, mas por graça e associação ao Filho que reina sobre todas as coisas.
A tradição mariológica sublinha que a realeza de Maria não é triunfalista, mas servil. Ela é Rainha-Serva, à imagem do Filho que veio para servir. A Salve Rainha chama-lhe “nossa Rainha e Mãe de misericórdia” — uma rainha cuja autoridade se exerce através da compaixão e da intercessão.
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