Voorwaarden voor het ontvangen van genade

Condições para receber a graça
# Condições para receber a graça segundo Maria## A doutrina paulina e joânica sobre a gratuidade do chamadoA doutrina de Paulo insiste fortemente na gratuidade do chamado à salvação, baseando-se na experiência da Igreja primitiva com a inclusão total dos gentios na comunidade cristã. Ele destaca que a graça de Deus é oferecida livremente, independentemente das obras da Lei mosaica:> “Assim também agora, em nossos dias, subsiste um «resto» por livre escolha da graça. Mas, se é pela graça, já não é em razão das obras.” (Romanos 11,5-6)Paulo afirma que a justificação, o primeiro passo para a salvação escatológica, é um dom gratuito de Deus, recebido pela fé:> “Com efeito, que diremos de Abraão, nosso Pai segundo a carne? Que terá ele conseguido? Pois, se Abraão se tornou justo em virtude das obras, ele tem de que se gloriar, mas não aos olhos de Deus!” (Romanos 4,1-2)## A fé como condição para a justificaçãoA recepção da justificação está diretamente ligada à aceitação e ao reconhecimento do favor de Deus, ou seja, à fé. Paulo declara:> “Com efeito, que diz a Escritura? «Abraão creu em Deus, e isso lhe foi levado em conta como justiça».” (Romanos 4,3)João também ensina que a obra de Deus é acreditar naquele que Ele enviou, Jesus Cristo:> “Jesus respondeu: «A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou».” (João 6,29)## A tensão entre fé e obrasAs Escrituras apresentam uma tensão aparente sobre o papel da fé e das obras na salvação. Por um lado, a Bíblia assume que o homem tem a capacidade de decidir ou rejeitar a adesão a Deus através da fé. Por outro, parece que as exortações dos Profetas, Apóstolos e Cristo são em vão, sugerindo que a condenação pode vir pela simples falta de crença.Paulo aborda esta questão ao exortar:> “Não recebais em vão a graça de Deus.” (2 Coríntios 6,1)E João afirma:> “Nele se revela a justiça de Deus, que vem pela fé e conduz à fé…” (Romanos 1,17)## O dom da graça e o livre-arbítrio humanoA fé é apresentada como um dom de Deus, mas também como algo que envolve a vontade humana. Paulo afirma:> “Na verdade, é Deus que produz em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu agrado.” (Filipenses 2,13)O amor de Deus é tão grande que Ele estabeleceu uma Nova Aliança através do sangue de Cristo, oferecendo todas as graças aos homens. A vontade de Deus é que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2,4).## O paradoxo da rejeição e aceitação da graçaExiste um paradoxo: o homem pode tomar a decisão de boa vontade contra o dom de Deus, mas este dom já começou a trabalhar no coração do homem, oferecendo-lhe bons pensamentos e uma atitude favorável. A graça não é em vão, pois começa a realizar-se na vontade e nas ações humanas, mesmo sem qualquer interferência direta do homem.## Conclusão e aprofundamentoMaria, como modelo perfeito de abertura à graça divina, é um tema central na teologia da graça. Para uma compreensão mais profunda, recomenda-se a leitura da Encíclica *Redemptoris Mater* de São João Paulo II, que explora as condições para receber a graça através do exemplo de Maria.Para continuar os estudos, explore tópicos como Mariologia, teologia mariana, aparições marianas e considere uma Pós-Graduação em Mariologia.

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