Your Father and I, unity and paternity

Teu Pai e eu, união e paternidade
# Maria, José e a Paternidade na Sagrada Família«Teu Pai e eu»: esta frase, dita por Maria ao encontrar Jesus no Templo, revela uma verdade profunda sobre a relação única entre Maria, José e o Filho de Deus. A maternidade de Maria e a paternidade de José na Sagrada Família são um mistério central na teologia católica, destacando a singularidade da família de Nazaré.## A Paternidade de JoséQuando Maria se dirige a Jesus com a pergunta: «Por que fizeste isto connosco?», ela refere-se a José como «pai», reconhecendo o papel fundamental que ele desempenhou na vida do Filho de Deus. O próprio São Lucas, em seu Evangelho, relata que Simeão, ao levar Jesus ao Templo, exclamou: «Eis que teu pai e eu te procurávamos angustiados» (Lc 2,48).A paternidade de José não é apenas biológica, mas abrange uma dimensão espiritual e legal. Como explica Santo Agostinho em seu sermão, a Virgem Maria, ao se referir a José como «pai», enfatiza a hierarquia conjugal e o papel protetor que ele exercia sobre Jesus e Maria. A graça de Deus, infundida em José através do batismo, elevou-o à ordem sobrenatural, tornando-o um filho adoptivo de Deus e herdeiro da Sua glória.## O Cuidado Paterno de JoséJosé, como marido e chefe de família, tinha a responsabilidade de proteger Jesus e Maria. Ele os guiou para fora de Jerusalém após a ameaça de Herodes, demonstrando uma abnegação paternal ao abandonar sua terra natal e buscar refúgio em terras estrangeiras. Esta ação destaca o amor e o cuidado que ele tinha por seu filho espiritual.A lição de José é atemporal. Os pais do terceiro milénio devem aprender com ele a priorizar o bem-estar dos filhos acima de tudo, incluindo a posição social e o trabalho. O dever primordial é proteger e guiar os filhos, especialmente em questões morais, onde os riscos são mais severos.## O Batismo e a Liberdade da CriançaA encíclica *Redemptoris Mater* de São João Paulo II aprofunda o mistério da Sagrada Família e o papel de Maria e José na história da salvação. Em relação ao batismo, é importante destacar que a liberdade da criança não deve ser invocada como argumento contra o seu recebimento. Ao contrário, o batismo é um direito e um bem imenso que deve ser concedido aos filhos sem demora desnecessária, respeitando a vontade de Deus e a missão dos pais na educação cristã.A Mariologia, a Teologia Mariana, as Aparições Marianas e a Pós-Graduação em Mariologia oferecem uma exploração mais profunda deste tema fascinante e central na fé católica.

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