Salve Regina: Origin, History, and Marian Theology
The Salve Regina (in Latin, Salve Regina) is the most famous Marian antiphon in the Western Christian tradition. The Salve Regina combines in one prayer the salutation, the confession of human misery, and the appeal for maternal intercession. Knowing the origin, history, and theology of the Salve Regina is essential to understanding medieval and modern Marian piety. This exposition on the Salve Regina presents the commented Latin text, the disputed authorship issue, and its liturgical use since the 12th century.
# O que é a Salve Regina?
A Salve Regina (do latim: “Salve, Rainha”) é uma das mais antigas e reverenciadas antífonas marianas na liturgia católica. Faz parte das quatro antífonas finais das Completas (última hora do Breviário Romano) e é recitada durante a maior parte do ano litúrgico, desde o sábado após Pentecostes até ao primeiro domingo do Advento. É também a oração que encerra o Rosário, após os mistérios gloriosos, e está integrada nas Completas do Rito Romano desde o século XIII. Sua estrutura é a de uma súplica: saúda Maria, descreve a condição dos fiéis e pede sua intercessão.
## Texto da Salve Regina
**Texto latino original:**
*Salve, Regina, Mater misericordiae. Vita, dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exsules filii Evae. Ad te suspiramus gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria.*
**Tradução portuguesa:**
“Salve, Rainha, Mãe de misericórdia. Vida, doçura e esperança nossa, salve. A vós bradamos, exilados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós voltai. E depois deste desterro nos mostrai Jesus, o bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.”
## Origem e autoria
A autoria da Salve Regina é debatida entre três candidatos históricos:
1. **Pedro de Mezonzo** (†1003), bispo de Santiago de Compostela, apontado pela tradição espanhola.
2. **Hermannus Contractus** (†1054), monge beneditino de Reichenau, o mesmo a quem se atribui a *Alma Redemptoris Mater*.
3. **Adhémar de Monteil** (†1098), bispo de Le Puy-en-Velay e legado papal na Primeira Cruzada, que teria mandado cantar a Salve ao final da batalha de Antioquia (1098).
A primeira atestação escrita encontra-se num manuscrito de Cluny do século XII. A versão atual inclui a adição “O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria”, atribuída a Bernardo de Claraval, mas sem comprovação documental certa.
## Estrutura teológica
A Salve Regina estrutura-se em quatro momentos:
1. **Saudação:** Maria é saudada como “Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança”. Os títulos evocam a Ladainha de Loreto.
2. **Condição dos fiéis:** os fiéis são descritos como “filhos de Eva” no exílio, no “vale de lágrimas”, imagem da condição terrena como exílio da pátria celeste.
3. **Petição:** pede-se a Maria que volte seus “olhos misericordiosos”, o olhar maternal que protege.
4. **Esperança escatológica:** “após este desterro, mostrai-nos Jesus”. O fim da súplica é sempre cristológico: Maria não é o fim, mas o caminho que leva ao Filho.
## A Salve no Rosário e na Liturgia
Os Dominicanos adotaram a Salve no século XIII e contribuíram para sua disseminação mundial através do Rosário. Em 1884, Leão XIII prescreveu que, após as Missas solenes de domingo, se rezasse o Rosário seguido da Salve Regina e da oração a São Miguel Arcanjo, costume suprimido após o Vaticano II, mas ainda mantido em muitos lugares. A Salve é também cantada solenemente no encerramento dos Capítulos Gerais de muitas Ordens religiosas e no fim das Completas monásticas.
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