Os cinco bloqueios que travam a vida: psicologia, espiritualidade e misericórdia divina

cinco bloqueios espirituais — libertação interior pela Misericórdia Divina

«Ego veni ut vitam habeant et abundantius habeant»
(Jo 10,10)

I. Os cinco bloqueios: a questão e a acção do adversário

A vida humana é chamada à plenitude. Esta afirmação não é apenas um desejo piedoso: é a declaração central do próprio Cristo no Evangelho de João: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10).

Todavia, a experiência pastoral e clínica confirma aquilo que a teologia da criação e a doutrina sobre o pecado original têm ensinado desde os primeiros séculos: entre a vocação à plenitude e a sua realização concreta interpõem-se os cinco bloqueios fundamentais, as feridas e brechas que paralisam a liberdade interior da pessoa.

Padre Sandro Santos, sacerdote exorcista e docente da Locus Mariologicus, dedicou décadas de acompanhamento pastoral e espiritual a identificar com precisão os mecanismos pelos quais estes bloqueios se instalam na alma humana, e a indicar os caminhos de libertação que a fé cristã oferece.

Num extenso colóquio transmitido no SantoFlow, programa dedicado ao aprofundamento da vida espiritual (episódio n.º 424), o Padre Sandro sistematizou os cinco bloqueios psico-espirituais que, na sua experiência como exorcista e acompanhante espiritual, estão na raiz das situações de maior sofrimento, de compulsão ao mal e, por vezes, de opressão ou infestação demoníaca.

cinco bloqueios espirituais - libertação interior pela Misericórdia Divina

A reflexão que se segue não é um tratado de demonologia, embora a perspectiva demonológica esteja necessariamente presente. É, antes, uma leitura teológica e pastoral da condição humana ferida, iluminada pela experiência do exorcismo e pela teologia da Divina Misericórdia.

A distinção entre o ordinário e o extraordinário

Antes de identificar os cinco bloqueios, impõe-se uma distinção metodológica de primeira importância, que Padre Sandro sublinha com insistência: o discernimento entre aquilo que pertence ao campo psicológico e psiquiátrico, e aquilo que pertence ao campo espiritual propriamente dito.

O exorcista que trabalha com os cinco bloqueios não começa pelo extraordinário. Começa pelo ordinário. A esquizofrenia, a bipolaridade e outras perturbações psíquicas graves apresentam sintomas que, a um olhar superficial, podem ser confundidos com fenómenos de possessão ou de opressão demoníaca.

A distinção, segundo Padre Sandro, é muito ténue e exige formação específica, humildade intelectual e, acima de tudo, respeito pela pessoa que sofre. Encaminhar para o exorcismo uma pessoa que necessita de tratamento psiquiátrico é uma imprudência grave. A colaboração entre o campo psicológico e o campo espiritual não é opcional: é exigida pela integridade da abordagem pastoral.

Esta distinção é, ela própria, um acto de misericórdia.

II. O primeiro bloqueio: a falta de amor fundamental

O primeiro dos cinco bloqueios identificados pelo Padre Sandro é a falta de amor fundamental. Trata-se do amor que deveria ser recebido pela criança nos primeiros anos de vida, especialmente até aos seis anos de idade, e que provém primordialmente dos pais.

Este amor não é um adorno afectivo. É o fundamento da constituição interior da pessoa. Quando este amor não é recebido, a criança cresce afectada, travada, incapaz de dar o que nunca recebeu. A linguagem psicológica fala de privação afectiva precoce. A linguagem teológica reconhece aqui um ferimento da imagem de Deus na criatura, pois o amor parental é o primeiro sacramento do amor de Deus, o meio ordinário pelo qual a criança aprende que existe, que vale, que é desejada.

As consequências clínicas e pastorais deste primeiro dos cinco bloqueios são numerosas: a incapacidade de expressar afecto, a dificuldade em pronunciar palavras de ternura, a busca compulsiva de intimidade física desprovida de carinho, a aridez relacional que permeia todos os vínculos, incluindo o matrimonial.

O Padre Sandro descreve, no contexto dos cinco bloqueios, o caso de homens que travavam literalmente ao tentar dizer «eu te amo» à esposa, não por falta de amor, mas porque a articulação desse amor foi bloqueada numa fase pré-verbal do desenvolvimento.

Um homem que, depois de um exercício de desbloqueio, pronunciou pela primeira vez essa frase de amor à esposa numa festa de bodas de prata, desencadeou um efeito de comoção em todos os presentes, precisamente porque a raridade do gesto revelava a dimensão da ferida que fora sarada.

A esta carência primária podem acrescentar-se agravantes graves: os maus-tratos físicos e verbais, a indiferença sistemática, o alcoolismo paterno que destrói a previsibilidade e a segurança do ambiente familiar.

Filhos de pais alcoólicos aprendem a desconfiar de toda a promessa, pois as promessas foram repetidamente traídas. Podem chegar a desejar a morte do pai, não por crueldade, mas por exaustão de uma violência que nenhuma criança deveria suportar. Este desejo, em si mesmo fruto de um sofrimento extremo, pode tornar-se uma brecha que o adversário explora, agravando o primeiro dos cinco bloqueios.

III. O segundo bloqueio: a rejeição

A rejeição é, segundo o Padre Sandro, um dos mais devastadores entre os cinco bloqueios. A sua origem pode remontar ao próprio período de gestação: a criança não desejada, não planeada, indesejada pelo pai que abandonou a mãe, ou por uma mãe que não estava pronta para a maternidade. O inconsciente da criança em formação no ventre materno não é uma tábua rasa. Regista a tonalidade emocional do ambiente que a rodeia.

A dor da rejeição, um dos cinco bloqueios, é comparável, nas palavras do Padre Sandro, a um cancro psico-emocional.

A pessoa que cresce com esta ferida torna-se frequentemente difícil de conviver, excessivamente sensível a qualquer forma de exclusão. Tudo a fere, porque tudo confirma a mensagem originária gravada no inconsciente: «não és desejado, não pertences, não és bem-vindo». Esta mensagem, repetida ao longo da vida sob as mais diversas formas relacionais, vai aprofundando a ferida em lugar de a sarar.

A rejeição é uma das grandes brechas do adversário, precisamente porque a pessoa rejeitada está em busca desesperada de aceitação, e essa busca pode conduzir a lugares de grande vulnerabilidade espiritual: seitas, grupos ocultistas, práticas esotéricas, onde a promessa de pertença e de reconhecimento funciona como uma armadilha. A pessoa, mais do que ao ocultismo, vai ao encontro da primeira voz que lhe diz: «tu pertences aqui».

A somatização é frequente: o corpo exprime o que a alma não consegue articular. Tremores, estados de revolta e raiva que parecem desproporcionados ao estímulo imediato, comportamentos de difícil explicação psiquiátrica convencional. O Padre Sandro relata casos em que pessoas, durante momentos de oração ou acompanhamento espiritual, exprimiam frases como «você não me ama, você não me quer viva», revelando a dor originária que o inconsciente guardara durante décadas, denunciando o segundo dos cinco bloqueios.

IV. O terceiro bloqueio: o abandono

O abandono, terceiro dos cinco bloqueios, distingue-se da rejeição pela sua dinâmica temporal: enquanto a rejeição pode remontar ao período pré-natal, o abandono manifesta-se tipicamente entre os seis e os dez anos de vida da criança, quando ela começa a observar o mundo com olhos mais comparativos.

Neste terceiro dos cinco bloqueios, a criança cujos pais trabalham em excesso e não estão presentes nos momentos decisivos da vida escolar e familiar observa os colegas com pais presentes nas festas, nas viagens, nas actividades. A conclusão que o seu inconsciente extrai não é «os meus pais trabalham muito», mas «eu não sou importante o suficiente para merecer a sua presença». Esta conclusão, formulada de forma não-verbal e absolutamente sincera no interior da criança, é o núcleo do bloqueio de abandono.

As consequências na vida adulta são previsíveis e dolorosas. A codependência afectiva é a mais frequente: a pessoa que foi abandonada torna-se incapaz de deixar partir o outro, necessitando de uma presença total e contínua que nenhum ser humano pode oferecer.

Quando essa presença se afasta, mesmo por razões completamente normais e naturais, a pessoa re-vive a experiência do abandono originário com toda a sua intensidade. Em casos extremos, esta re-vivência pode conduzir a pensamentos suicidas, pois a pergunta que ressurge é: se aquela pessoa que era o meu mundo se foi, para que serve continuar?

O abandono exige um acompanhamento prolongado, uma descida às camadas mais fundas da história pessoal, e um perdão que alcance não apenas os autores humanos do abandono, mas também a representação de Deus que foi contaminada por essa experiência.

Pois o pai que abandona o filho projecta-se inevitavelmente na imagem de Deus Pai. A parábola do filho pródigo (Lc 15,11-32) ressurge aqui com toda a sua força pastoral: o pai que corre ao encontro do filho que regressa é a imagem que Cristo oferece àqueles que carregam o bloqueio do abandono. Não o pai que abandonou, mas o Pai que espera, que vê de longe, que corre, que abraça: resposta divina ao terceiro dos cinco bloqueios.

V. O quarto bloqueio: o luto não elaborado

O luto não elaborado, quarto dos cinco bloqueios, é uma experiência universal, inevitável e necessária. Necessária, porque sem luto não há integração da perda. A teologia cristã não elimina o luto, sublima-o: a fé na ressurreição e na comunhão dos santos não dispensa a pessoa de cuidar dos seus mortos, de sentir a ausência, de atravessar a escuridão da separação.

A confusão entre fé e ausência de luto é uma deformação espiritual frequente. A mensagem implícita que muitos recebem, em ambientes religiosos bem-intencionados mas pouco formados, é que cuidar dos mortos é sinal de fraca fé. O fiel forte não cuida, porque sabe que o ente querido está com Deus. Esta mensagem, aparentemente piedosa, é teologicamente incorrecta e pastoralmente devastadora.

O luto não elaborado acumula-se no interior da pessoa e manifesta-se de formas inesperadas.

Perda do sentido da vida, depressão crónica, incapacidade de voltar aos lugares associados à pessoa falecida, um bloqueio físico em relação ao cemitério que se recusa a ser visitado. A pandemia de 2020-2021 deixou neste domínio uma marca de sofrimento colectivo particularmente grave: milhares de pessoas que não puderam velar os seus mortos, que se despediram dos familiares num telefonema ou numa chamada por vídeo, sem o abraço, sem o ritual, sem o acompanhamento.

O Padre Sandro narra o caso de um casal que perdeu um filho que saltou do décimo segundo andar de um prédio. O pai, que tentara segurar o filho e não conseguira, carregava uma culpa que não era sua: Por que não o segurei? Por que não fui com ele?

Esta pergunta, repetida obsessivamente, era o sinal de um luto que não se elaborara, de uma culpa que não encontrara o caminho para o perdão, de uma dor que precisava de ser finalmente nomeada e entregue.

A cura passa pelo perdão de si mesmo e pela aceitação da liberdade do outro. O filho fez uma escolha, ainda que errada e trágica. Não foi culpa dos pais. O amor não pode encadear a liberdade de ninguém.

A Comunidade Consolação Misericordiosa, fundada pelo Padre Sandro em João Pessoa, dedica uma atenção específica precisamente a estas famílias enlutadas pelo suicídio, oferecendo acolhimento psicológico, psiquiátrico e de cura interior a pessoas que, na maioria dos casos, não encontram este tipo de acompanhamento noutros lugares, permanecendo prisioneiras do quarto dos cinco bloqueios.

VI. O quinto bloqueio: o trauma na infância

O quinto dos cinco bloqueios é o trauma na infância, e o Padre Sandro refere em particular o abuso praticado por familiares, que constitui uma das feridas mais profundas e de resolução mais difícil na experiência pastoral e clínica.

A criança abusada por um adulto de confiança vive uma dupla traição: a traição da confiança e a traição do próprio corpo. O corpo que deveria ser inviolável torna-se o lugar de uma violência que deixa marcas na memória, na sensação corporal, na relação com a própria identidade. O nojo de si mesma. A dificuldade em qualquer forma de intimidade, seja ela física ou emocional. A raiva que não encontra expressão adequada. A inveja do outro que parece viver sem essa sombra.

O Padre Sandro introduz aqui o conceito de traumas intergeracionais, que provêm da memória genética e de realidades espirituais transmitidas de geração em geração. A teologia moral e a psicologia clínica convergem neste ponto: certas vulnerabilidades, certas compulsões, certos padrões de sofrimento repetem-se nas famílias de forma que ultrapassa a mera imitação comportamental. A tradição da teologia espiritual reconhece aqui o peso da herança dos pais, a que se refere a doutrina sobre o pecado original transmitido.

Estes traumas constituem zonas de vulnerabilidade que o adversário pode explorar, suscitando no traumatizado a busca de ajudas que prometem aliviar a dor mas que aprofundam, arrastando a pessoa para práticas que a afastam ainda mais da fonte de cura. O discernimento espiritual criterioso é, para superar os cinco bloqueios, absolutamente indispensável.

VII. A solução: o perdão

A resposta aos cinco bloqueios é, segundo o Padre Sandro, uma só palavra: perdão.

Esta resposta poderia parecer simplista se não fosse enraizada numa teologia da misericórdia tão densa quanto a que o Padre Sandro apresenta, a partir sobretudo do testemunho de Santa Faustina Kowalska, apóstola da Divina Misericórdia.

No Diário de Santa Faustina (n. 1486), Jesus diz-lhe: «Precisas de ser misericordiosa como Eu sou misericordioso para contigo». A santa responde que esta exigência é humanamente impossível. E tem razão: é humanamente impossível. Mas com a graça de Deus, segundo a mesma Santa Faustina, é possível. Quem perdoa prepara-se para receber muitas graças, incluindo a quebra dos bloqueios que paralisam a vida.

O perdão de que se fala não é um sentimento. Não é a supressão da memória da ferida. Não é a aprovação do que foi feito. É um acto da vontade, sustentado pela graça, pelo qual a pessoa recusa deixar que a ferida do passado continue a ditar as condições do presente. Perdoar é libertar-se do carcereiro da própria história.

As referências evangélicas que o Padre Sandro convoca são eloquentes. Jesus na cruz pronuncia as palavras que fecham definitivamente a brecha do ressentimento: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34).

A adúltera encontra no olhar de Jesus não a condenação que esperava, mas a libertação que não ousava pedir: «Ninguém te condenou? Ninguém, Senhor. Agora vai e não tornes a pecar» (Jo 8,10-11). A Samaritana do poço de Jacob, codependente afectiva com cinco maridos, encontra no diálogo com Cristo o primeiro toque que a vê e a conhece sem a usar. O filho pródigo descobre que o amor do Pai não foi destruído pelo abandono que ele próprio cometera.

Em todos estes casos, o perdão não é uma ideia abstracta. É um encontro. É um rosto. É a misericórdia que se faz presente na carne da história concreta de cada pessoa.

VIII. Vigilância sem medo

Um dos temas transversais à identificação dos cinco bloqueios é a relação entre a vigilância espiritual necessária e o medo paralisante que alguns devotam ao adversário.

A Sagrada Escritura convida ao «não tenhas medo» em 365 ocasiões, uma por cada dia do ano. Este número não é uma curiosidade estatística. É a indicação de que o medo é a tentação permanente e que a superação do medo é a obra quotidiana da fé. O demónio já é um derrotado: a vitória de Cristo na ressurreição é definitiva e sem apelação. Viver em permanente estado de terror, mesmo depois de identificados os cinco bloqueios, é, paradoxalmente, dar-lhe uma importância que a fé cristã recusa.

A vigilância que a tradição espiritual recomenda não incide sobre o poder do demónio, mas sobre as brechas que a nossa própria vida pode oferecer: o pecado não confessado, o desamor não resolvido, o ressentimento cultivado, a vingança desejada. São estas as portas que, se ficarem abertas, facilitam a acção do adversário. A solução não é o medo: é o fechamento das brechas, que se faz pela conversão, pela confissão sacramental, pela Eucaristia, pela prática da misericórdia e pelo perdão.

Fechar as brechas é o único exorcismo preventivo ao alcance de todos.

IX. A bênção com a relíquia de Santa Faustina

Este colóquio sobre os cinco bloqueios encerrou com um momento de oração em que o Padre Sandro abençoou os presentes com uma relíquia de Santa Faustina Kowalska, um fragmento de osso da santa, segundo a teologia das relíquias que São Tomás de Aquino formulou com precisão: onde está a relíquia de um santo, aí está o próprio santo.

A invocação pronunciada sobre a relíquia convoca as «Cinco feridas abertas, Coração ferido, sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo», como barreira entre os presentes e o perigo espiritual. Esta linguagem, enraizada na tradição das orações de libertação, não é magia. É a afirmação litúrgica de que o sangue de Cristo é o único apotropaico eficaz contra o poder do mal, porque é o único que destrói o mal pela raiz: o pecado.

Santa Faustina é invocada não como intermediária mágica, mas como apóstola da misericórdia, aquela que recebeu e transmitiu a mensagem que é a resposta definitiva a todos os bloqueios humanos. A misericórdia de Deus é maior que qualquer ferida, maior que qualquer rejeição, maior que qualquer abandono, maior que qualquer trauma. A Jesus Misericordioso, Santa Faustina ouvira a promessa: «Eu vou te atender, Faustina, onde quer que estejas, com quem quer que estejas, por quem quer que peças». Estas palavras são bálsamo sobre os cinco bloqueios.

X. O contributo da locus mariologicus

Não é sem significado que Padre Sandro Santos, que mapeou os cinco bloqueios, exorcista e terapeuta espiritual, seja ao mesmo tempo docente e discente da Locus Mariologicus, instituição dedicada ao estudo académico e contemplativo da Mariologia, da Angeologia, da Demonologia e da Josefologia.

A Mariologia não é um ramo periférico da teologia. É o lugar onde se lê o mistério da Igreja e o destino do ser humano chamado à graça.

Na lógica dos cinco bloqueios, Maria, Imaculada Conceição, é o ser humano que não conheceu o bloqueio do pecado original. Maria, Mãe do Salvador, é o ser humano que atravessou o abandono aparente de Deus na noite do Calvário e permaneceu de pé (Jo 19,25). Maria, invocada pela tradição como Mater Misericordiae, é a figura que a tradição mariana universal interpõe entre o pecador e o Filho, não como obstáculo mas como porta de entrada na misericórdia que cura.

A formação teológica rigorosa que a Locus oferece, directamente ligada à compreensão dos cinco bloqueios, com certificação internacional em Mariologia, Angeologia, Demonologia e Josefologia, não é um projecto meramente académico. É o suporte intelectual indispensável para que a acção pastoral, espiritual e exorcística se exerça com o discernimento que a complexidade do sofrimento humano exige. O Padre Sandro representa precisamente esta síntese: a profundidade teológica ao serviço da vida pastoral concreta, o estudo rigoroso ao serviço da libertação efectiva das pessoas.

O pensamento sem contemplação é árido. A contemplação sem pensamento é ingénua. A teologia mariana é a escola de ambos, e a escola que ilumina os cinco bloqueios.

Para um aprofundamento destes cinco bloqueios na perspectiva da teologia espiritual e da Mariologia, consulte o programa de Pós-Graduação em Mariologia da Locus Mariologicus. Para o enquadramento doutrinal, cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 407-412 (sobre o pecado original e as suas consequências na vida espiritual).

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