Os quatro Evangelhos retratam Maria de perspectivas diversas e complementares. Cada evangelista sublinhou aspectos diferentes da figura de Maria, formando em conjunto um retrato multifacetado que a Mariologia tem explorado ao longo dos séculos.
Lucas é o evangelista que mais atenção dedicou a Maria: a Anunciação, a Visitação, o Magnificat, a Natividade, a Apresentação, o Encontro no Templo. É provável que Lucas tenha tido acesso às memórias de Maria. O seu estilo revela uma fonte próxima dos acontecimentos narrados.
João não nomeia Maria: chama-lhe apenas “Mãe de Jesus” ou “Mulher”. Mas os dois episódios joânicos — Caná e o Calvário — são os mais teologicamente carregados. João revela a função de Maria na economia da salvação: intercessora que dá início à hora de Jesus; Mãe espiritual que acolhe o discípulo amado.
Mateus centra-se na perspectiva de José e inclui a genealogia de Jesus. A menção de Maria — “da qual nasceu Jesus” — é gramaticalmente destacada para sublinhar a virgindade. Marcos, o mais breve, menciona Maria em dois contextos tensos: a chegada da família de Jesus que tenta “trazê-lo de volta” (Mc 3,31-35) e a referência de Nazaré ao “filho de Maria” (Mc 6,3).
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