Fidelidade de Maria — Da Anunciação ao Calvário
Fidelidade de Maria — Da Anunciação ao Calvário
A fidelidade de Maria é um dos temas mais contemplativos da Teologia Mariana. Diferente da fé de Maria — que incide sobre o acto de crer —, a fidelidade designa a perseverança e a constância no seguimento da vontade de Deus ao longo de toda uma vida.
O Fiat como compromisso duradouro
O Fiat da Anunciação não foi um acto pontual: foi o início de um percurso de obediência fiel que atravessou a obscuridade de Nazaré, a dificuldade da fuga para o Egipto, o mistério da perda no Templo, a incompreensão durante a vida pública de Jesus, e o horror do Calvário.
Fidelidade na provação
Santo Inácio de Loyola, na meditação sobre a Ressurreição, nota que Cristo aparece primeiro a Maria — que não aparece no texto evangélico. É um dado de pietas cristã: Maria, que foi fiel até ao fim na hora mais escura, merece ser a primeira a partilhar a alegria da vitória. A fidelidade na noite da fé é premiada com a luz da Ressurreição.
Modelo para os fiéis
A fidelidade de Maria é modelo para todo o cristão que atravessa crises de fé ou momentos de obscuridade espiritual. João Paulo II, na encíclica Redemptoris Mater, dedica páginas notáveis à dimensão da fé-fidelidade de Maria como caminho para todos os peregrinos da fé.
Aprofunde os seus estudos: explore Mariologia, Teologia Mariana, Aparições Marianas e a Pós-Graduação em Mariologia.
Responses