No Evangelho de João, Jesus dirige-se a Maria com o título “Mulher” em dois momentos cruciais: nas Bodas de Caná (Jo 2,4) e na Cruz (Jo 19,26). Este título aparentemente distante encerra uma profunda intenção teológica: ao chamar Maria “Mulher”, João evoca a figura da mulher do Génesis e da mulher do Apocalipse.
Maria é a Nova Eva: enquanto a primeira mulher disse “não” à vontade de Deus, Maria disse “sim” (Fiat). Esta tipologia patrística — desenvolvida por Justino, Ireneu e Tertuliano — sublinha a dimensão salvífica da feminilidade de Maria. A mulher que trouxe a morte é substituída pela Mulher que acolhe a Vida.
O capítulo 12 do Apocalipse descreve uma mulher vestida de sol, com a lua aos pés e coroa de doze estrelas. A exegese católica identifica esta figura com Maria e com a Igreja. A tradição artística representou Maria com estes atributos da Mulher do Apocalipse — imagem que se encontra na Medalha Milagrosa.
A Mariologia contemporânea tem aprofundado a dimensão do feminino em Deus e na Igreja a partir de Maria. O Papa João Paulo II, na carta Mulieris Dignitatem (1988), desenvolveu uma “teologia do feminino” a partir da figura de Maria, valorizando os seus traços de receptividade, fidelidade e maternidade como traços teologicamente significativos.
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