Virgindade perpétua de Maria: o dogma e o seu significado

A virgindade perpétua de Maria é um dos quatro dogmas marianos da Igreja Católica, embora seja mais antigo que os outros na sua formulação. Maria é confessada como virgem antes do parto, no parto e depois do parto. Para artigo completo: Virgindade Perpétua de Maria.
A tradição distingue três momentos: (1) virgindade ante partum, Maria concebeu Jesus sem intervenção de homem. (2) virgindade in partu, o parto não rompeu a integridade corporal de Maria. (3) virgindade post partum, Maria não teve outros filhos após Jesus. Os “irmãos de Jesus” mencionados no Evangelho são explicados pela tradição como primos ou filhos de José de um casamento anterior.
A virgindade de Maria não é um ideal ascético imposto externamente: é a expressão de uma entrega total e exclusiva a Deus. Maria que disse Fiat comprometeu-se irrevogavelmente com Deus. A sua virgindade é o sinal corporal desta dedicação sem reservas. É também a marca da iniciativa divina na Encarnação: Jesus nasce de Deus, não da vontade do homem (Jo 1,13).
O Concílio de Latrão (649), presidido pelo Papa Martinho I, definiu a virgindade perpétua de Maria como doutrina de fé. O II Concílio de Constantinopla (553) e outros concílios anteriores já tinham confirmado o título Aeiparthenos (sempre virgem). Esta definição é reconhecida também pelas Igrejas ortodoxas.
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