Our pain and Our Lady of Sorrows

A Nossa dor e a Nossa Senhora das dores
The liturgical memory of Our Lady of Sorrows, celebrated on September 15th, invites us to reflect on human suffering in the light of Mary’s *compassion*. Before her Son’s cross, the Mother did not turn away nor remain silent: she stayed, suffered, and in that suffering became a mother to all who mourn. This reflection traverses the Seven Sorrows of Mary not as a catalog of sorrows, but as a spiritual path that transforms our pain into compassion and pascal hope.# A Festa de 15 de Setembro: Compassio Mariana e o Limite Humano do SofrimentoA celebração de 15 de setembro coloca a *compassio* mariana num contexto preciso: não um sentimentalismo devocional, mas a co-participação de Maria no mistério redentor do Filho, conforme definido pelo Concílio Vaticano II na *Lumen Gentium* (n. 58). A questão teológica central é distinguir a devoção autêntica ao sofrimento de Maria do risco de uma absolutização sentimental que esvazia o sentido salvífico da Cruz.## A Liturgia de 15 de Setembro: Nossa Senhora das DoresA denominação exata da memória litúrgica de 15 de setembro é Nossa Senhora das Dores, identificando uma pessoa, ou seja, uma mulher dolorosa, Maria, mãe de Jesus. As formas devocionais contemplam situações de dor e aflições dessa mesma pessoa, as *sete dores de Maria*. Portanto, 15 de setembro representa uma oportunidade para estar próximo com atenção compassiva a uma pessoa humana dolorida como foi Maria e renovar o compromisso de expandir essa atitude de compaixão para com os que sofrem.## A Dor: Uma Herança e um CaminhoA dor é uma herança inalienável da vida humana, uma situação transitória que leva a portos de alegria estável. Sofrer é uma etapa da existência, como expresso em Romanos 8,22-23: “Toda a criação geme e sofre até agora nas dores do parto e não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos interiormente esperando a adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.”## A Compaixão Mariana e o Culto à Virgem das DoresA devoção mariana enfrenta um dilema: a absolutização da figura da Virgem das Dores. Na Terra, Maria foi uma mulher aflita, mas sua atualidade não é mais a de uma mulher sofrida, mas sim a de uma gloriosa, que compartilha a glória do Senhor. A iconografia mariana deve refletir essa verdade de fé, iluminada pela Assunção à glória celestial em alma e corpo.A piedade mariana descobriu a Virgem das Dores tarde, com o culto se expandindo gradualmente no II milênio. O fundamento é ortodoxo e evangélico: as primeiras atenções devocionais se concentram na presença de Maria aos pés da Cruz de Jesus, meditando sobre suas dores e as do Filho.## As Etapas Históricas da Devoção às Sete DoresA devoção à Virgem das Dores tornou-se patrimônio espiritual de várias instituições religiosas, com Congregações de Irmãs e Religiosos adotando o nome da Dolorosa. A celebração dos sete sofrimentos de Maria em 15 de setembro tem raízes na Ordem Servita de Maria, estendendo-se aos ritos católicos ocidentais.A estrutura atual do rito inclui uma meditação sobre um evento doloroso do passado e uma atenção comprometida no presente. O percurso é seletivo, mas aberto a atualizações, começando com a profecia de Simeão sobre a espada que transpassará a alma de Maria (Lucas 2,34-35) e culminando na deposição da Cruz (Marcos 15,42-46) e no sepultamento (João 19,38-42).## A Encíclica *Redemptoris Mater* e o Sofrimento de MariaA compreensão cristã do sofrimento à luz da experiência de Nossa Senhora das Dores é aprofundada na encíclica *Redemptoris Mater* de João Paulo II. Num mundo marcado por sofrimento, violência e divisões, a celebração dos sofrimentos de Maria oferece inspiração e encorajamento para testemunhar o amor do Crucificado e da Dolorosa.Explore Mariologia, Teologia Mariana, Aparições Marianas e a Pós-Graduação em Mariologia para aprofundar seus estudos sobre esses temas.

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