Dieu n’est pas le Dieu des morts mais des vivants : Marie, l’espérance de la Résurrection

Non est Deus mortuorum sed vivorum: Maria e a esperança da Ressurreição
## A afirmação de Jesus: “Não é Deus dos mortos, mas dos vivos”**Introdução:**O texto bíblico de Marcos 12:27 (Mc 12,27) apresenta um debate entre Jesus e os saduceus sobre a ressurreição. Os saduceus, negando a ressurreição, propõem um cenário hipotético para questionar a lógica da ideia. Jesus responde com uma argumentação poderosa, fundamentada na Escritura, que revela a natureza de Deus como “Deus dos vivos”. Esta afirmação tem profundas implicações mariológicas, estabelecendo a base escatológica para a crença na Assunção de Maria.**I. O argumento dos saduceus e a resposta de Jesus:**Os saduceus apresentam um caso hipotético envolvendo uma mulher que casou com sete irmãos sucessivos, seguindo a lei do levirato (Deuteronômio 25:5-10). Eles questionam: na ressurreição, a quem seria esposa? A premissa é que a vida ressurreta continuaria as categorias da vida terrena – casamento, posse, identidade social – gerando contradições insolúveis.Jesus responde em dois momentos:1. **Corrigindo o pressuposto:** Jesus afirma que a vida ressurreta não é uma continuação da vida terrena, mas uma transformação radical. Ele diz que os ressuscitados são como anjos (Mc 12:25), transcendendo as categorias do tempo presente. As categorias do casamento, propriedade e identidade social, associadas ao “mundo que passa” (1 Coríntios 7:31), não se aplicam à vida ressurreta.2. **Usando a própria Escritura:** Jesus cita Deus dizendo a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” (Êxodo 3:6). Esta citação é significativa porque Deus se revela como o Deus dos vivos, não apenas dos que já viveram. Se Deus continua sendo o Deus de Abraão, Abraão deve estar vivo em um modo de vida que transcende a morte biológica.**II. “Não é Deus dos mortos, mas dos vivos” e a Assunção de Maria:**A afirmação de Jesus em Marcos 12:25 (“Quando ressuscitarem dos mortos, nem casam nem são dados em casamento, mas são como anjos no Céu”) tem uma conexão direta com a doutrina da Assunção de Maria. Aqui estão algumas considerações:– **Anticipação da vida ressurreta:** A virgindade perpetua de Maria é vista como uma antecipação, neste mundo, do modo de existência escatológico que a ressurreição revelará. A vida virgem é um sinal da realidade da vida eterna.– **Dimensão mariológica:** A afirmação “Não é Deus dos mortos, mas dos vivos” revela a natureza de Deus e tem implicações diretas para Maria, sendo amada por Deus de modo mais completo do que qualquer outra criatura. Se Deus não abandona os seus, mas mantém uma relação com eles além da morte, então a vitória da vida sobre a morte em Maria, através da Assunção, não é um privilégio arbitrário, mas uma consequência lógica do amor divino.– **Assunção como confirmação histórica:** A definição dogmática da Assunção de Maria por Pio XII em 1950 afirma que Maria completou o curso da sua vida terrena e foi assumida corporalmente e espiritualmente ao Céu. Esta afirmação é a confirmação histórica da verdade teológica expressa na frase “Não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.**III. Implicações para a fé contemporânea:**Na cultura contemporânea, marcada pelo materialismo, espiritualismo ou niilismo em relação à morte, a devoção mariana assume uma importância apologética. A Assunção de Maria oferece uma alternativa às visões que negam ou desvalorizam a finitude humana. Ela lembra que o “Tempo Comum” não é um tempo de esquecimento de Deus, mas de viver a fé no cotidiano, com a esperança de encontrar o destino eterno prometido pelo “Deus dos vivos”.**Conclusão:**A festa da Assunção (15 de agosto) celebra a vitória de Maria sobre a morte e sua ascensão à vida eterna. Ela é o sinal visível da promessa divina de ressurreição e vida para todos os que creem em Jesus Cristo, o Ressuscitado. Através de Maria, a Igreja contempla o destino final da humanidade redimida, viva para sempre com Deus.

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