Na Anunciação, Maria apresenta-se ao Anjo com um título que a define para sempre: “eis a serva [ancilla] do Senhor” (Lc 1,38). Este auto-título, que o Magnificat retoma (“atentou para a humildade da sua serva”), é um dos mais ricos e contemplativos da Mariologia.
O termo grego doúle (serva, escrava) é a forma feminina de doûlos, que São Paulo usa para si próprio na abertura das suas cartas. Não é uma humildade convencional: é uma entrega radical, sem reservas, ao Senhor. Maria que diz ancilla não se diminui: afirma a sua identidade mais profunda como criatura em relação de amor total com o Criador.
A Nova Eva corrige a atitude da primeira Eva: onde Eva quis ser “como Deus” (Génesis 3,5), Maria afirma ser serva. Esta inversão é a matriz da salvação: a obediência humilde de Maria desfaz a desobediência orgulhosa de Eva. Ireneu de Lião desenvolveu esta tipologia no século II.
O paradoxo mariano é que a serva é também Rainha. A via da servidão humilde levou Maria à glória da Assunção e da Coroação. Esta dialéctica está no coração do Magnificat: os humildes são exaltados, os poderosos são derrubados. A grandeza de Maria vem da sua pequenez diante de Deus.
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