Advento: significado, origem e como tudo começou

Advento: como tudo começou

O que significa Advento e quando começa em 2026

A palavra Advento vem do latim adventus, ligado ao verbo advenire, «vir», «chegar». Advento significa, portanto, vinda ou chegada, e os cristãos aplicaram a palavra à vinda de Cristo. No Novo Testamento, a vinda gloriosa do Senhor é chamada em grego parousia, como em São Paulo: «εἰς τὴν παρουσίαν τοῦ κυρίου» (eis tēn parousian tou kyriou) – para a vinda do Senhor (1Ts 4,15). A Vulgata traduz essa expressão justamente por in adventum Domini, «para o advento do Senhor».

Por isso o Advento tem um duplo caráter. As Normas universais sobre o ano litúrgico e o calendário (n. 39) explicam que ele é tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se recorda a primeira vinda do Filho de Deus, e, ao mesmo tempo, tempo em que essa memória orienta o coração para a segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. O Catecismo da Igreja Católica (n. 524) diz o mesmo com outras palavras: ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja torna presente a expectativa do Messias, e os fiéis, unidos à longa preparação da primeira vinda do Salvador, renovam o ardente desejo da segunda. O Advento não é, assim, um simples intervalo antes do Natal, mas um tempo de vigilância e de esperança alegre.

As mesmas Normas (n. 40) determinam que o Advento começa com as I Vésperas do domingo que cai em 30 de novembro ou no domingo mais próximo dessa data, e termina antes das I Vésperas do Natal. Por isso o I domingo do Advento cai sempre entre 27 de novembro e 3 de dezembro, e o tempo tem quatro domingos (n. 41). Em 2026, o I domingo do Advento é 29 de novembro, e o tempo litúrgico começa na tarde de sábado, 28 de novembro, com as I Vésperas. Os outros domingos são 6, 13 e 20 de dezembro. O Advento termina na tarde de quinta-feira, 24 de dezembro, antes das I Vésperas do Natal.

Com o I domingo do Advento começa também o novo ano litúrgico. No ano que se abre em 29 de novembro de 2026, as leituras dominicais seguem o ciclo B, e as dos dias de semana, o ano I. As leituras do I domingo são Is 63,16b-17.19b e 64,2-7, o Sl 80 [Vulg. 79], 1Cor 1,3-9 e Mc 13,33-37. O apelo final do Evangelho resume todo este tempo: «γρηγορεῖτε» (grēgoreite) – vigiai (Mc 13,37). De 17 a 24 de dezembro, os dias de semana preparam de modo mais direto o Natal do Senhor (Normas, n. 42).

Definição de Advento 

Para os cristãos ocidentais, essas são as quatro semanas que preparam o Natal e formam o início do ano litúrgico. Caracterizam-se pela redução dos sinais festivos: não se diz o Glória nos domingos do Advento, mas ele se diz nas solenidades e festas que caem neste tempo, como a Imaculada Conceição (IGMR, n. 53). A cor litúrgica é a penitencial, ou seja, roxa (exceto no terceiro domingo do Advento, quando se pode usar a cor rósea). O termo «Advento» também se refere à «Segunda Vinda» de Cristo no final da história. No Oriente os bizantinos começam o Advento com um jejum de quarenta dias que começa em 15 de novembro, e a Igreja siríaca ocidental faz 6 semanas de preparação para o Natal.

Origem e desenvolvimento do Advento

A celebração da Páscoa na Igreja dos primeiros séculos era dominada pela expectativa da manifestação definitiva do Senhor. Por esta razão, a vigília pascal durava até de noite. Somente neste momento poderia começar a liturgia eucarística. O Ressuscitado aparecia entre os seus de modo sacramental, como o sol da manhã que anuncia simbolicamente o dia sem fim.

Esta expectativa da segunda vinda de Cristo era uma das características da antiga piedade cristã. Dela dão testemunho a invocação aramaica Maranatha, que São Paulo conserva, transliterada, no texto grego de 1Cor 16,22, e a súplica que aparece no fim do Apocalipse: «ἔρχου κύριε Ἰησοῦ» (erchou kyrie Iēsou) – vem, Senhor Jesus (Ap 22,20).

Na concepção pagã, a divindade vinha em determinado dia, uma vez por ano, habitar em seu templo: essa presença ou vinda, em latim adventus, podia também durar vários dias, enquanto durassem as festividades. O culto do imperador valeu-se desta ideia: o adventus tornou-se a visita ou aniversário ou festa do imperador, que se celebrava como se fosse o seu regresso.

O Advento cristão remete ao Natal-Epifania, que devem ser vistos em conjunto como celebrações complementares. A epifania, uma palavra grega, indica o aspecto de manifestação dessa vinda. Estas festas não têm a antiguidade nem a importância da Páscoa: mas quando surgiram no século IV, depois da liberdade de Constantino, difundiram-se rápida e simultaneamente no Ocidente e no Oriente, embora com características e sensibilidades diferentes. Tratava-se, evidentemente, de um fato que já estava de alguma forma presente e esperado no povo cristão.

Na luta contra o arianismo, heresia que negava a filiação divina de Jesus de Nazaré, o Natal tornou-se a festa do dogma da divindade de Cristo, definido no Concílio de Niceia (325), e a sua celebração equivalia ao triunfo da ortodoxia.

O que foi o Concílio de Niceia?

O primeiro concílio ecumênico, convocado pelo imperador Constantino, o Grande (m. 337), e realizado em Niceia (hoje, Iznik, Turquia) para lidar com a heresia ariana que ameaçava quebrar a unidade da Igreja e do Império Romano. Ário, um sacerdote alexandrino, sustentou que Cristo, longe de ser plena e verdadeiramente divino, era simplesmente a primeira criatura de Deus. O Concílio respondeu ensinando que Cristo é o Filho Unigênito do Pai e é homoousios (palavra grega que significa «do mesmo ser» ou «consubstancial») com o Pai. O Concílio também reconheceu os direitos patriarcais de Alexandria, Antioquia e Roma e prescreveu a solução alexandrina em relação à data da Páscoa para todos. Uma estrela em ascensão do Concílio foi Santo Atanásio, que mais tarde se tornou Bispo de Alexandria (m. 373), e que compareceu como arcediago e companheiro de seu bispo Alexandre de Alexandria.

Significado da palavra Advento

Palavra cristã de origem pagã, o ADVENTO designava primeiramente o aniversário do nascimento do Senhor e a celebração de sua manifestação (isto é, seu retorno ou sua visita).

No início, Advento, de acordo com o significado da palavra, designava, portanto, a festa, não sua preparação ou expectativa. Com esta palavra (adventus Domini) designava-se o Natal nas homilias dos Padres da Igreja, nas orações dos antigos sacramentários, nos primeiros calendários cristãos. Aqui um dado deve ser recuperado. Na celebração litúrgica coexistem sempre as três dimensões da história: 

  • a memória do passado.
  • o mistério celebrado no presente.
  • a antecipação do futuro. 

É necessário sublinhar esta tríplice dimensão do mistério do Advento, sob pena de empobrecer ou mesmo desvirtuar o seu sentido, subjugado pela onda de sentimento popular que envolve com devoção o nascimento do menino Jesus, uma tentação pagã, sempre surgindo e nunca completamente superada.

No nosso caso, sobrepõem-se a expectativa do nascimento do Salvador, vivida por muitos séculos pelo povo de Deus, Israel, o seu nascimento humano ou encarnação e a manifestação na glória, no cumprimento da história, a chamada parusia. 

Definição de parusia

A visita oficial de um soberano. Nos primeiros documentos cristãos (1Ts 4,15 e 1Cor 15,23), o termo parousia indica a volta gloriosa de Cristo no fim da história para julgar o mundo (Mt 24,29-31 e 25,31-46). Este será o dia do Senhor (1Cor 1,8) quando Cristo «aparecerá uma segunda vez» (Hb 9,28). Os cristãos devem esperar pacientemente por esta vinda (Tg 5,7-8 e 2Pd 1,16 e 3,4 e 1 Jo 2,28). Os Sinópticos relacionam a expectativa do fim com a admoestação à vigilância (Mt 24,36 e 25,13 e Mc 13,1-37 e Lc 21,5-36). O Evangelho de João fala da ressurreição que acontecerá no último dia (Jo 6,39.40.44.54 e 11,24). A futura vinda de Cristo em glória para julgar os vivos e os mortos é professada em vários símbolos de fé. Os orientais enfatizam a dimensão coletiva dessa realização futura mais do que os ocidentais. Alguns teólogos contemporâneos preferem não falar da «segunda» vinda, pois a parusia nada mais é do que a consequência final da primeira vinda de Cristo na encarnação. Hoje podemos dizer que será o mundo que virá a Deus na parusia, ao invés de Cristo ao mundo.

A história do Advento

Historicamente falando, o nascimento do Salvador foi preparado no Antigo Testamento. Psicologicamente, o mistério do Natal, pelo crescente sucesso popular que esta festa foi adquirindo a ponto de ameaçar suplantar a Páscoa, exigia um período de preparação. Mas nunca se chegou a fazer deste tempo o paralelismo com a preparação para a Páscoa, a Quaresma, que tem um significado completamente diferente (sobretudo pelo tom alegre, ainda que contido, com que se impregna o Advento).

Enquanto o Ciclo Pascal (a Quaresma e o tempo depois da Páscoa em particular) aparece uniforme e solidamente estruturado nos calendários litúrgicos do Oriente e do Ocidente cristão, o tempo do Advento apresenta-se com soluções extremamente variadas nas diversas igrejas. 

Do ponto de vista dos domingos, é uma peculiaridade do Ocidente latino. Ainda hoje, enquanto o rito romano o celebra em quatro semanas, na Igreja de Milão ele consiste em seis domingos, tal como na Igreja Siríaca.

A história do Advento é complexa, por vezes até obscura. O Advento não tem um único local de nascimento, mas surge quase simultaneamente em várias partes e com características diversas, entre as quais a batismal (na Espanha e na Gália, devido à influência oriental, consistia em três semanas, de 17 de dezembro a 6 de janeiro, de intenso catecumenato, sendo a Epifania a festa do batismo de Jesus no Jordão). Surgiu relativamente tarde (século VI-VII). Sua característica ascética e espiritual prevaleceu sobre a dimensão litúrgica.

É impossível acompanhar aqui a história do Advento nas igrejas ocidentais (hispânicas, galicanas, ambrosianas, entre outras). Porém, é preciso reconhecer que o seu caráter escatológico (a expectativa da manifestação final de Cristo juiz), tão fortemente sentido nas origens, foi-se desbotando e obscurecendo ao longo dos séculos, quase até desaparecer, devido ao crescimento, até ser quase exclusivo, da visão do Natal como a festa do nascimento de Jesus a partir de Maria. O Advento é cada vez mais entendido como uma representação sagrada: a repetição anual das expectativas e preparações do Antigo Testamento.

A atual reforma litúrgica, como transparece nos textos do lecionário, do missal e da liturgia das horas, querendo recuperar a dimensão escatológica, realizou uma operação de tipo prático: 

  • nas primeiras semanas deu um caráter predominantemente escatológico (Advento escatológico). 
  • de 17 a 24 de dezembro recebeu um caráter marcadamente natalício (Advento de Natal e é aqui que se encontram os elementos marianos mais importantes). 
  • a festa do Natal, embora não faltem os outros temas, celebra a encarnação, ou seja, o nascimento terreno de Jesus (todas as outras festas que se lhe seguem vão nesta linha, incluindo a Epifania). 

Pode-se dizer que o estado e a situação do Advento são permanentes: a Igreja experimenta um Advento perpétuo, até que o Senhor venha. O mistério do Advento coincide com o mistério da história, que se mostra como manifestação do juízo de Deus sobre o mundo. Com efeito, a expectativa e a esperança são o traço distintivo da fé cristã. Para S. Bernardo, o «sacramento» do Advento equivale ao mistério da presença de Cristo no mundo: suas quatro semanas são um sinal efetivo do intervalo entre a primeira e a segunda manifestação, isto é, do tempo da Igreja. Leia também: os mais antigos testemunhos do Advento.

A coroa do Advento: o que a Igreja diz e o que é costume

A coroa do Advento não é um rito litúrgico obrigatório, mas uma expressão da piedade popular que a Igreja reconhece e valoriza. O Diretório sobre a piedade popular e a liturgia, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, datado de 17 de dezembro de 2001 e publicado em 2002, dedica-lhe o n. 98. Ali se observa que o costume de dispor quatro velas sobre uma coroa de ramos sempre verdes se tornou símbolo do Advento nas casas cristãs, sobretudo nos países germânicos e na América do Norte.

O mesmo número explica o sentido da coroa. O acender progressivo das quatro velas, domingo após domingo, até a solenidade do Natal, é memória das várias etapas da história da salvação antes de Cristo e símbolo da luz profética que foi iluminando a longa noite da espera, até o nascer do Sol de justiça. O Diretório remete a dois textos bíblicos. O primeiro é o profeta Malaquias, que anuncia aos que temem o nome do Senhor o «שֶׁמֶשׁ צְדָקָה» (shemesh tsedaqah) – sol de justiça (Ml 3,20, em algumas traduções Ml 4,2). O segundo é o cântico de Zacarias, que canta a visita de Deus por meio do «ἀνατολὴ ἐξ ὕψους» (anatolē ex hypsous) – nascente do alto (Lc 1,78). A palavra grega anatolē designa o nascer do sol, o oriente. Cada vela acesa faz a noite recuar diante do dia que se aproxima, e esse dia é o próprio Cristo.

Em muitas paróquias e famílias circulam explicações que dão a cada vela um nome (dos profetas, de Belém, dos pastores, dos anjos) ou uma virtude, e também cores com significados fixos. Essas leituras podem ajudar na catequese, mas são costumes locais, não ensinamento da Igreja: o Diretório não atribui um significado próprio a cada vela. O dado que vem da liturgia é outro. A Instrução geral do Missal Romano (n. 346) permite, onde for tradição, a cor rósea no III domingo do Advento, chamado domingo Gaudete. Por isso, quando a coroa tem uma vela rósea, o uso mais coerente com a liturgia é acendê-la nesse domingo, que em 2026 cai em 13 de dezembro.

O essencial é que a coroa não substitua a celebração do domingo, mas leve a ela: a luz que cresce em casa acompanha a Palavra que a Igreja proclama a cada semana. Leia também: a piedade popular mariana no Advento e o que rezamos no Advento.

Maria no Advento: o que ensina a Marialis cultus

Na exortação apostólica Marialis cultus, de 2 de fevereiro de 1974, São Paulo VI explica por que o Advento é o tempo do ano litúrgico em que a memória de Maria aparece de modo mais natural. No n. 3, o Papa observa que a liturgia do Advento não recorda a Virgem apenas na solenidade da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro, mas a evoca com frequência, sobretudo nos dias de semana de 17 a 24 de dezembro e, de modo particular, no domingo que precede o Natal, quando se leem as antigas profecias sobre a Virgem Mãe e o Messias e os relatos evangélicos do nascimento iminente de Cristo e do seu Precursor.

No calendário de 2026, isso se concentra em duas datas. A solenidade da Imaculada Conceição cai na terça-feira, 8 de dezembro. O IV domingo do Advento, 20 de dezembro, pertence ao ciclo B, para o qual as notas da própria Marialis cultus indicam a promessa feita a Davi (2Sm 7) e o anúncio do anjo a Maria (Lc 1,26-38). É nesse Evangelho que se ouve a resposta da Virgem: «ἰδοὺ ἡ δούλη κυρίου» (idou hē doulē kyriou) – eis a serva do Senhor (Lc 1,38).

No n. 4, Paulo VI tira a consequência para a vida cristã. Os fiéis que procuram viver com a liturgia o espírito do Advento, «ao considerarem o amor inefável com que a Virgem Mãe esperou o Filho, serão levados a tomá-la como modelo» e a preparar-se para ir ao encontro do Salvador que vem. O mesmo número acrescenta um critério importante. Ao unir a expectativa messiânica, a espera da segunda vinda de Cristo e a memória da Mãe, a liturgia do Advento oferece um equilíbrio que serve de norma, para que a devoção a Maria nunca seja separada do seu necessário ponto de referência, que é Cristo. Por isso, retomando o que os estudiosos da liturgia já observavam, o Papa afirma que este período deve ser considerado «um tempo particularmente adequado para o culto da Mãe do Senhor» e confirma essa orientação para toda a Igreja.

O Diretório sobre a piedade popular e a liturgia (n. 101) retoma essa orientação e acrescenta uma advertência: valorizar a presença de Maria no Advento não significa transformar este tempo num mês mariano. Maria não ocupa o lugar de Cristo no Advento. Ela ensina a esperá-lo, a escutar a Palavra e a dizer sim ao Deus que vem.

Para aprofundar o papel de Maria no tempo do Advento, consulte a exortação apostólica Marialis cultus de Paulo VI, sobre a presença de Maria no ano litúrgico. Leia também: a exortação Marialis cultus explicada e Maria no tempo da espera.

Oração de Maria na doce espera do menino

Pai, Vós me destes o vosso Filho. Ele vem a mim como Deus e também como o Menino que estou esperando. 

Pronunciei o primeiro sim na fé, na confiança, na esperança, ao saber que a vossa vontade tem que ser feita em mim.

Eu pronunciei esse sim no Espírito de vosso Filho, que será meu Filho. Eu não poderia deixar sem resposta, porque através de vós, meu Filho fez uma pergunta.

Pai, agora existe um grande medo em mim. É a angústia diante do vosso mistério, a angústia de não estar à altura da missão que me apresentais. Como devo eu, vossa serva, criar vosso Filho? Como devo acompanhá-lo nos primeiros anos? Como ele pode aprender a falar convosco através de mim? Como ele pode entender de mim como Vos adorar?

Pai, só peço uma coisa: guardai o meu sim. Guardai-o também agora, quando a angústia lateja em mim. Guardai-o sempre como a palavra que não tenho forças para pronunciar e que, no entanto, dei ao meu Filho.

Deus Espírito, eu também disse sim a Vós. Eu disse sim para ser mãe, a mãe que devo ser para o meu Filho. O Menino me foi dado, confiado a mim, porque Ele mesmo me destinou desde sempre para ser sua Mãe.

E diante desse mistério agora um grande medo me invade. Eu sei que não só Vos dei o meu corpo, mas também a minha alma, para que fertilizeis corpo e alma, para que ambos sirvam verdadeiramente ao Filho do Pai que me trouxestes.

Mas tenho medo. E não sei se o vosso Espírito tira a angústia da minha alma ou se a provoca. Só Vos imploro: guardai o meu sim, dai-me forças para Vos mostrar todos os dias de novo que quero muito dizer sim. É por isso que eu imploro pelo vosso Espírito, que pertence ao Pai e ao meu Filho.

Meu filhinho, meu Deus, eu Te adoro. Tu ainda és muito pequeno para entender minha angústia. No entanto, Tu és meu Deus. Tu és o Deus que tanto esperamos e que me escolheu para ser Tua Mãe.

E se agora experimento esta angústia, realmente me angustio por Ti, porque sei que conhecerás a angústia como ninguém jamais a conheceu. Não Te peço que tires de mim esta angústia. Só Te peço que a deixes frutificar em Ti e que, conhecendo a profunda angústia do homem, quando o Pai e o Espírito Te abandonam, saibas, no entanto, que ainda tens uma Mãe. Uma Mãe que conhece as Tuas angústias, pelo menos em parte.

Concedei, Pai, Filho e Espírito, que por vossa graça eu cumpra minha tarefa, que certamente não consigo entender. Que eu a cumpra como esperais de mim. E disponde de mim dia após dia segundo o vosso beneplácito, ouvindo sempre o sim, mesmo quando já não tenho forças para pronunciá-lo. Amém.

Perguntas frequentes

O que significa a palavra Advento?

Advento vem do latim adventus, do verbo advenire, «vir», «chegar», e significa vinda ou chegada. Na liturgia, indica as quatro semanas que preparam o Natal. Elas recordam a primeira vinda do Filho de Deus na carne e orientam os fiéis para a sua segunda vinda no fim dos tempos, como explicam as Normas universais sobre o ano litúrgico (n. 39) e o Catecismo da Igreja Católica (n. 524).

Quando começa o Advento em 2026?

Em 2026, o I domingo do Advento é 29 de novembro. Pelas Normas universais sobre o ano litúrgico (n. 40), o Advento começa com as I Vésperas do domingo que cai em 30 de novembro ou no mais próximo dessa data, ou seja, na tarde de sábado, 28 de novembro. Os domingos seguintes são 6, 13 e 20 de dezembro, e o tempo termina antes das I Vésperas do Natal, na tarde de 24 de dezembro.

Qual é a origem do Advento?

Não se sabe com certeza quando o Advento foi introduzido. A Catholic Encyclopedia (1907) observa que a preparação para o Natal só podia surgir depois da própria festa, atestada em toda a Igreja no fim do século IV. Um sínodo de Saragoça, em 380, pedia que ninguém faltasse à igreja de 17 de dezembro até a Epifania, e um sínodo de Mâcon, em 581, mandava celebrar a missa segundo o rito quaresmal de 11 de novembro até o Natal, às segundas, quartas e sextas.

O que significam as quatro velas da coroa do Advento?

Segundo o Diretório sobre a piedade popular e a liturgia (n. 98), as quatro velas acesas domingo após domingo recordam as etapas da história da salvação antes de Cristo e simbolizam a luz profética que ilumina a noite da espera até o nascer do Sol de justiça (cf. Ml 3,20 e Lc 1,78). Nomes ou virtudes atribuídos a cada vela são costumes locais, não doutrina da Igreja.

Por que Maria é tão lembrada no Advento?

Porque a liturgia a recorda na solenidade da Imaculada Conceição, nos dias de 17 a 24 de dezembro e no IV domingo do Advento, como explica São Paulo VI na Marialis cultus (n. 3). O Papa propõe Maria como modelo de quem espera o Salvador e chama o Advento de tempo particularmente adequado para o culto da Mãe do Senhor (n. 4), sempre unido a Cristo.

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