Marie, mère et Vierge : la donnée essentielle de la foi

Maria, mãe e Virgem: o dado essencial da fé
A história do cristianismo e das igrejas demonstra que o magistério, a teologia, a liturgia, a arte, a cultura e a experiência dos fiéis se concentram em Maria porque ela é, antes de tudo, um elemento central das Escrituras, tornando-se assim o seu lugar natural e apropriado, ou seja, a Revelação, ou a história da salvação (cf. *Lumen Gentium*, 54-59).A partir do Concílio Vaticano II, a busca por uma abordagem bíblica e ecumênica na reflexão teológica e na proposta pastoral da Igreja Católica também se aplicou à mariologia. De fato, há uma vantagem significativa em considerar Maria dessa maneira, como um elemento primordial das Escrituras, e a partir delas, guiados pela Tradição, buscar uma compreensão mais profunda.Maria deve ser vista como um sinal de unidade entre os cristãos, lembrando-nos que a Igreja ainda não estava dividida, nem entre a Igreja dos judeus e a dos gentios. Assim, ela representa um chamado forte à unidade. Essa perspectiva ecumênica é facilitada ao ver Maria a partir da Bíblia, em vez de partir de princípios formais, teses teológicas ou dogmas em si.Os dogmas surgiram para explicar as Escrituras e não o contrário. Eles são o resultado, e não a base. Quando o dogma é a base, e a Escritura o resultado, coloca-se a afirmação dogmática no início, e depois se tenta demonstrá-la com frases extraídas da Bíblia, muitas vezes fora de contexto e com um papel subordinado, como prova a experiência de ver Maria nas Escrituras.## Maternidade MessiânicaAs verdades marianas propostas pela Igreja emergem da Palavra da fé (cf. *Romanos* 10,8) e do mistério fundamental do Senhor Jesus: a colocação da Mulher de Nazaré nesse contexto, chamada pelo Pai a ser como nenhuma outra, ainda é a Mãe de Deus e a Toda Santa, ao lado do Filho e do Espírito, na profissão de fé, demonstrando como, desde os tempos mais antigos, a pessoa e o papel de Maria são considerados centrais na profissão do mistério cristão (cf. *Gálatas* 4,4).Quanto ao dogma da maternidade divina, as Sagradas Escrituras não usam formalmente a expressão “*Mãe de Deus*”, mas lemos que Jesus é Filho de Deus e da Virgem. Por um lado, o Novo Testamento chama Maria de “*mãe de Jesus*” (*João* 2,1; *Mateus* 1,18. 2,11. 12,46; *Lucas* 1,43). “*Sua mãe*”, (*Mateus* 13,20; 13,55). Por outro lado, o Filho nascido de Maria é confessado como Filho de Deus (cf. *Gálatas* 4,4; *Lucas* 1,35). O título “*Mãe de Deus*” não aparece no Novo Testamento, mas foi atribuído a Maria de Nazaré no século III e gradualmente se espalhou durante o século IV.No entanto, a realidade da maternidade divina está indissociablemente ligada à fé transmitida pela tradição bíblica e neotestamentária, aprofundada ao longo dos séculos pelo magistério e pela teologia.### Virgindade MessiânicaA virgindade de Maria não é um assunto de constatação por parte de parturientes ou de perícias solicitadas, como relatam os evangelhos não canônicos apócrifos. A Bíblia, embora indiretamente, parece atestar a virgindade contínua de Maria para alguns estudiosos, negá-la para outros e, para alguns, esse pressuposto não pode ser considerado um tema bíblico, mas sim teológico ou dogmático.A Tradição da Igreja assumiu a virgindade de Maria como um denominador hermenêutico unitário, compreendendo-a como permanente. Valorizar essa virgindade é importante, pois o evento de Cristo não se concretizou sem ela. A mútua coexistência entre a história do Messias Jesus e a história da Serva de Nazaré é evidente em Belém da Judeia, tornando-se um local cristológico e mariano por várias razões: o nascimento do Filho de Deus da Virgem e sua epifania paradoxal ao mundo.A gruta de Belém já era iluminada pela fé da futura Mãe de Jesus antes que a luz de Cristo se acendesse. Sua virgindade é o sinal de sua fé, uma luz que brilha nas trevas.Para aprofundar seus estudos, explore Mariologia, Teologia mariana, Aparições marianas e a Pós-Graduação em Mariologia.Sobre Maria como mãe e virgem, dado essencial da fé católica, consulte a Encíclica *Redemptoris Mater* do Papa João Paulo II.

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