Imaculada Conceição dogma: debate medieval e definição de 1854

Imaculada Conceição dogma: debate medieval e definição de 1854 | Locus Mariologicus

Imaculada Conceição dogma: o longo caminho do debate teológico medieval à definição de 1854.

Imaculada Conceição dogma: introdução

O Imaculada Conceição dogma, proclamado pelo Papa Pio IX em 1854 na bula Ineffabilis Deus, encerra um dos mais longos debates teológicos da Igreja Latina. Compreender o Imaculada Conceição dogma exige percorrer o debate medieval entre franciscanos e dominicanos, a posição de Duns Escoto e o magistério moderno.

I. O Imaculada Conceição dogma nas origens

A intuição que viria a tornar-se o Imaculada Conceição dogma já está presente nos Padres: a santidade original de Maria, prefigurada em Lc 1,28 («cheia de graça»). No Oriente, a festa da Concepção de Maria celebrava-se já no séc. VIII. Esta tradição litúrgica foi a base intuitiva do futuro Imaculada Conceição dogma.

II. O debate franciscano-dominicano sobre o Imaculada Conceição dogma

Na Idade Média, o caminho para o Imaculada Conceição dogma encontrou uma grande objecção: se Maria foi preservada do pecado original desde a concepção, então não precisou da Redenção de Cristo. Os dominicanos (com São Tomás de Aquino) hesitavam diante deste problema. Os franciscanos, por sua vez, defendiam o Imaculada Conceição dogma.

III. Duns escoto e a resolução do Imaculada Conceição dogma

A resolução veio com o beato João Duns Escoto († 1308), franciscano, com a doutrina da redentio praeservativa: Maria foi redimida do modo mais perfeito, sendo preservada do pecado original. Assim, a Redenção universal de Cristo é salvaguardada, e o Imaculada Conceição dogma encontra a sua base teológica. Duns Escoto é, por isso, o «Doutor da Imaculada».

IV. Caminho até à definição do Imaculada Conceição dogma

Após Duns Escoto, o Imaculada Conceição dogma foi progressivamente recebido. Sisto IV (1476) aprovou a festa. Trento (1546) excluiu Maria do decreto sobre o pecado original. Alexandre VII (1661) reforçou a doutrina. Finalmente, Pio IX, na bula Ineffabilis Deus (8 de dezembro de 1854), proclamou solenemente o Imaculada Conceição dogma como verdade revelada por Deus.

V. Confirmação do Imaculada Conceição dogma: Lourdes (1858)

Quatro anos após a proclamação do Imaculada Conceição dogma, em Lourdes (1858), Maria apresentou-se a Bernadette dizendo: «Eu sou a Imaculada Conceição». Esta aparição foi vista como confirmação celeste do Imaculada Conceição dogma. Hoje, o Imaculada Conceição dogma é solenidade universal (8 de dezembro). Aprofunde em Ineffabilis Deus.

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Responses

  1. Maria é sem mancha, é imaculada, desde de sempre. Para mim, Ela é perfeita, é cheia de graça, a mais linda entre todas as mulheres, simplismente porque Ela é  Mãe do Filho de Deus, e eu a amo. Maria sempre me mostra seu Filho nos momentos de tribulações, e me diz não larga minha mão, sempre me levando de volta ao vinho novo. Maria como é bom ser sua filha.🙏 

  2. Relendo estes textos da Imaculada Conceição para prepara-me a uma breve explicação da Festa da Imaculada no encerramento da Novena da Imaculada e qual o relação com a nossa Congregação que Santa Emilie lhe dá o nome de Imaculada Conceição… Muito interessante e esclarecedor. Obrigada, Daniel.