Meisterin und Modell des Glaubens

# Introdução
A realidade materna de Maria, que se entrelaça com o mistério de Cristo, a quem deu à luz e ao amor, sustenta nossa vida como filhos. Ela impulsiona e desenvolve nossa condição de discípulos de Cristo, amadurecendo-nos para vivermos a vida filial e fraterna que o Senhor deseja para nós, crescendo na divina criatividade do Espírito.
Maria nos ensina a receber a Palavra (anunciação), a gerá-la (natividade), a apresentá-la ao mundo (epifania), a mantê-la em nosso interior (vida em Nazaré), a crer nela (presença em Cana), a compartilhá-la (visitando outros), e a ser fiel a ela nos momentos de provação (nas cruzes), bem como a testemunhá-la na comunhão da fé (Pentecostes).
## Maria, mestra e modelo do cristão
Essa realidade materna de Maria na Igreja se manifesta através de um acompanhamento eficaz e educativo que sempre nos remete a Cristo como fonte e norma da vida ética e discipular do cristão. Isso nos ajuda a tornar nossa adesão a Deus mais consciente e revitalizada, atraindo-nos para a caridade e a plena santidade. Ela nos convida a nos tornarmos lugares de acolhimento do orvalho trinitário, o único capaz de fazer florescer o deserto em que nos tornamos. Seguindo e imitando Maria, o amor de Deus por todas as coisas se torna um dom e um compromisso, a fé se torna uma experiência de vida nova e concedida, a sequela da Palavra se transforma em um caminho transformador e um serviço generoso.
Maria, essencialmente, continua a apresentar-se como o modelo perfeito na identificação com Cristo, sendo seu molde exato. Portanto, não podemos viver nossa espiritualidade profundamente, sinceramente e verdadeiramente sem a fé. O problema da fé é o principal desafio em toda vida espiritual, e o primeiro papel que a Mãe de Jesus desempenha conosco é nos fazer crer como ela, confiar em Deus como ela, entregar-nos a Deus como ela, crescer gradualmente na fé como ela, e enfrentar até mesmo a “noite da fé” como ela fez.
A Virgem nos ensina a responder à Palavra que continua a falar aos homens, pedindo para ser ouvida e seguida, desejando penetrar o coração e a profundidade da consciência, como uma boa semente que, ao cair em solo fértil, faz a graça e a salvação florescerem. Em um momento de grande incerteza que levou e continua a levar muitos a adotarem o niilismo e a se afastarem das certezas metafísicas, o exemplo de Maria e sua experiência de Deus se manifestam como uma constante a ser reafirmada, não apenas para os cristãos, mas também para as mulheres e homens contemporâneos que, apesar da desorientação geral e da escassez universal de valores, são chamados a dar significado qualificado às suas existências.
## O homem moderno e o desafio da fé
O homem moderno muitas vezes fica sobrecarregado pelas realidades terrenas, tratando-as como se fossem realidades últimas e definitivas, esquecendo que são apenas realidades penúltimas e temporárias. Ele sacraliza a história e o mundo, perdendo a perspectiva escatológica que daria sentido e significado eterno à vida humana. Maria chama as pessoas de volta à perspectiva de Deus, a olhar para o alto, a não se deixar levar pelas contingências ilusórias que esvaziam de significado e agravam sua fragilidade ao abrir-se para o Mistério.
Até mesmo para as mulheres e homens da pós-modernidade, a Virgem oferece uma visão serena e uma palavra reconfortante: a vitória da esperança sobre a angústia, o triunfo da plenitude sobre o abismo do nada. Seu caminho como mulher cristã conclui-se na glória, e nela, elevada à plenitude de seu ser, manifesta-se a completa realização da criatura renovada pela graça, abençoada porque realmente acreditou e porque recebeu, em sua totalidade, a redenção prometida e realizada por Cristo para todos os homens. “Em Maria, o futuro escatológico já se realizou. Maria é a ponte que liga o futuro ao presente. Maria antecipa em seu presente a realidade de nosso futuro. O exemplo de Maria conduz o cristão e seu imitador com a força persuasiva e a esperança do ideal que já se tornou realidade.”
## A experiência de Maria e a fé
Maria apresenta-se aos homens imersos em um mundo envolto em escuridão, pecado, racionalismo e relativismo como um paradigma de comportamento, um protótipo de abertura aos ideais e valores do Deus Transcendente, um exemplo de serviço autêntico a Cristo, o novo Adão, e por meio dele, à humanidade de todos os tempos. Ao olhar para sua jornada, entendemos que viver a nossa fé é sempre um chamado e um desafio: um chamado de Deus e um desafio no “hoje” da existência.
A fé, como na experiência de vida de Maria, deve ser vivida como uma “resposta” no “hoje” pessoal, que também se torna o “hoje” de Deus, que se dá, penetra e opera na história concreta de cada um, transformando-a em história de salvação. Compreenderemos então que, na perspectiva da nossa existência, somos chamados a realizar o projeto que Deus escreveu em nosso ser pessoal, um projeto de total humanização que encontra sua perfeição na total divinização do homem, realizada no encontro com Cristo por meio da contínua assistência do Espírito Santo.
A experiência de Maria resume e antecipa todo o caminho que cada criatura é chamada a percorrer. Sua presença eficaz, seu auxílio direto e incisivo permitirão superar as ansiedades e medos provenientes da condição humana. O “não tenhas medo” dirigido a Maria se estenderá, por meio dela, a todos aqueles que desejam seguir seu caminho, alcançando frutuosamente o pleno cumprimento do itinerário evangélico. Como Maria, cada criatura que aceita Deus sentir-se-á finalmente e verdadeiramente livre. Diante das muitas interpretações erróneas sobre o que é e onde reside a liberdade, compreenderá que a verdadeira liberdade está firmemente alicerçada em Deus.
Podemos afirmar que no “Sim” de sua fé, Maria manifesta como o ser original da criatura para com a Palavra encontra em seu ato de assentimento e confiança incondicional em Deus sua realização mais elevada. Assim como a moldada pela graça expressa na sua forma mais plena o seu ser pessoal na acolhida virginal, a criatura feita à imagem e semelhança de Deus e restaurada pela Graça do novo começo que é a Encarnação, completa o seu ser mais profundo no ato livre e consciente do assentimento da fé.
Bento XVI enfatiza que acreditar não é contrário nem à liberdade nem à inteligência do homem. Pelo contrário, implica e exalta ambas, numa aposta de vida que é como um êxodo, ou seja, sair de si mesmo, das suas certezas, dos seus esquemas mentais, para se entregar à ação de Deus que nos mostra o seu caminho para alcançar a verdadeira liberdade, a nossa identidade humana, a verdadeira alegria do coração, a paz com todos. Crer é confiar totalmente e com alegria no plano providencial de Deus sobre a história, como fez o patriarca Abraão, como fez Maria de Nazaré.
## Conclusão
Ao observar e imitar Maria, não nos assombramos com o medo ou suspeita de sermos moldados pela obra de Deus. Permitir que nos molde como Maria significa, acima de tudo, comprometermos-nos generosamente com a missão e o anúncio, e alcançar a plena realização de nós mesmos. De fato, graças ao seu pleno e incomparável êxito, a resposta de Maria ao projeto de Deus para ela mostra a todas as liberdades humanas em processo os conteúdos fundamentais da sua jornada pessoal de amadurecimento, diferente da dela em muitos aspectos, mas idêntica em substância. Por isso, a Virgem apresenta-se como uma revelação eminente e inspiração inesgotável dos comportamentos salvíficos a serem adotados e desenvolvidos numa prática de vida moral especificamente cristã.
Como afirmou o Papa Paulo VI: “Maria é o modelo perfeito para nós, a mais santa. Se a abordamos com fé e ternura, quase vemos os raios da sua beleza e santidade refletirem em nós. Ao lado dela, saberemos ser puros, bons, humanos, mansos, pacientes: toda uma poderosa lição evangélica da vida cristã apresenta-se diante de nós, se o nosso propósito for honrar a Virgem.”
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Um tieferes Nachdenken über Maria als Lehrerin und Vorbild des christlichen Glaubens empfehlen wir die Enzyklika Redemptoris Mater von Papst Johannes Paul II.
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