São Pio V e o rosário de lepanto – consueverunt romanī pontifices (Doctrina pontificia IV, nn. 168-170)
São Pio V (1566-1572) é o papa do Rosário de Lepanto. Os seus três documentos marianos na Doctrina Pontificia IV (nn. 168-170) constituem a grande legislação sobre o Rosário do século XVI, em plena Contrarreforma. É São Pio V quem fixa o Rosário na sua forma de 15 mistérios, que perdurou até João Paulo II adicionar os Mistérios Luminosos em 2002.
| Colecção | Doctrina Pontificia IV: Documentos Marianos, nn. 168-170 |
| Papa | São Pio V (1566-1572) |
| Documentos | Ex omnibus afflictionibus (1567) | Consueverunt RR. PP. (1569) | Super speculam (1570) |
| Tema | Rosário, Batalha de Lepanto, Nossa Senhora da Vitória |
n. 168, bula eEx omnibus afflictionibus” (1 de outubro de 1567)
Esta Bula condena setenta e nove proposições de Miguel Baius sobre a graça, o pecado original e a redenção. A sua relevância mariana é que, ao condenar o jansenismo avant la lettre de Baius, Pio V protege a doutrina da graça especial de Maria, incluindo a sua preservação do pecado original, que Baius punha em questão.
n. 169, constituição “Consueverunt romani pontifices” (17 de setembro de 1569)
Esta é a magna carta do Rosário: o primeiro documento papal que descreve sistematicamente a história, a estrutura e os benefícios espirituais do Rosário. Pio V atribui a São Domingos a origem do Rosário (atribuição hoje historicamente contestada, mas piedosamente estabelecida) e fixa os 15 mistérios: 5 gozosos, 5 dolorosos, 5 gloriosos.
«Consueverunt Romani Pontifices, pro suo pastorali officio… laudare et approbare eas pietatis exercitationes, quae ad animarum salutem et Dei cultum proficere comperiuntur. Inter quas, hoc Rosarium sive Psalterium Beatae Mariae Virginis..».
Os Romanos Pontífices, por seu ofício pastoral, costumam louvar e aprovar aqueles exercícios de piedade que se verificam ser úteis à salvação das almas e ao culto de Deus. Entre eles, este Rosário ou Saltério da bem-aventurada Virgem Maria…
A batalha de lepanto (7 de outubro de 1571)
Pio V mandou rezar o Rosário em toda a cristandade enquanto a frota da Liga Santa combatia a frota otomana no golfo de Lepanto. A vitória cristã em 7 de outubro de 1571 foi atribuída por Pio V à intercessão de Nossa Senhora do Rosário. Ele instituiu a festa de «Nossa Senhora da Vitória» (depois chamada «Nossa Senhora do Rosário») em 7 de outubro, que é o dies natalis da mariologia do Rosário como arma espiritual da Igreja.
n. 170, constituição “Super speculam domini” (30 de novembro de 1570)
Este documento sobre a reforma do calendário litúrgico inclui disposições sobre as festas marianas, confirmando o lugar de Maria no calendário da Igreja reformado pelo Concílio de Trento.
Leitura complementar
Explore Mariologia, o Rosarium Virginis Mariae (João Paulo II, 2002), a Marialis Cultus (Paulo VI) e a Pós-Graduação em Mariologia.
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