« Heureux ceux qui n’ont pas vu et ont cru » : Marie, icône de la foi en la miséricorde divine.

«Bem-aventurados os que não viram e creram»: Maria, ícone da fé na divina misericódia.
# Reflexão Mariológica no Domingo da Divina Misericórdia## IntroduçãoO segundo Domingo de Páscoa, conhecido como Domingo da Divina Misericórdia, celebra a ressurreição e misericórdia de Jesus Cristo. Este dia, instituído por São João Paulo II, marca o “oitavo dia” da criação redimida, transcendendo a semana e apontando para a eternidade. A literatura teológica mariológica explora a figura de Maria neste contexto, destacando sua fé inabalável e seu papel como modelo supremo de crença.## A Primeira Leitura: Atos 4 e a Comunidade de JerusalémA liturgia do Domingo da Divina Misericórdia inicia-se com a descrição da comunidade em Jerusalém, onde todos compartilhavam tudo (Atos 4:32). Esta unidade fraterna é vista como um modelo da família nazarena, onde Maria viveu em perfeita comunhão com o Filho e José. O *Directório sobre a Piedade Popular e a Liturgia* destaca que a família de Nazaré representa a “imagem da Igreja doméstica”.A misericórdia, tema central deste domingo, é associada à comunidade de Jerusalém através do poder que os apóstolos testemunhavam ao proclamarem a ressurreição de Jesus (Atos 4:33). João Paulo II, em sua encíclica *Dives in Misericordia*, afirma que Maria está intimamente ligada ao mistério da misericórdia divina, sendo “a que mais profundamente conhece” esse mistério.## O Evangelho: Jo 20,19-31 e a Fé de Tomé e MariaO episódio de Tomé no evangelho de João (Jo 20:24-29) é uma meditação poderosa sobre a fé. Tomé, incrédulo, exige ver as marcas dos pregos para crer na ressurreição. O Senhor, em ato de misericórdia, permite que Tomé toque suas feridas, e este ato de fé leva Tomé a proclamar: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20:28).A beatitude subsequente, “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29), é uma declaração profunda da fé pascal. Na tradição mariológica, esta beatitude encontra seu ápice em Maria, que acreditou sem ver. Ela permaneceu firme na fé durante a paixão e morte de Jesus, esperando no Cenáculo a descida do Espírito Santo.## Maria e a Divina MisericórdiaA devoção à Divina Misericórdia está intimamente ligada à visão de Santa Faustina Kowalska, e João Paulo II explorou essa conexão em *Dives in Misericordia*. Maria é vista como aquela que “penetrou mais profundamente” no mistério da misericórdia divina, compreendendo o preço e a grandeza desse amor.O Domingo da Divina Misericórdia celebra a misericórdia de Cristo encarnado, revelada na cruz e no sepulcro vazio. A imagem do Ressuscitado com raios de luz vermelha e branca simboliza o Filho de Maria oferecendo misericórdia à humanidade. Este domingo é, portanto, uma ocasião para contemplar Maria como a Mãe da misericórdia divina.## Maria na Oitava da Páscoa e na EscatologiaA semana pascal termina com o Domingo da Divina Misericórdia, marcando o início da Oitava da Páscoa. A Igreja entra neste período nova, ressuscitada com Cristo (Cl 3:1) e alimentada pela Eucaristia. Maria, como a Mãe que carregou as marcas do amor de Cristo, acompanha a Igreja nesta jornada.O “oitavo dia” eterno é um símbolo escatológico que representa a plenitude da salvação. Maria, assumida em corpo e alma ao céu, habita neste “oitavo dia”, tornando-se o modelo supremo para a Igreja peregrina em sua busca pela plenitude prometida.## ConclusãoA reflexão mariológica deste Domingo da Divina Misericórdia destaca a fé inabalável de Maria, sua unidade com a comunidade primitiva e seu papel como intercessora da misericórdia divina. A encíclica *Redemptoris Mater* oferece uma compreensão profunda da teologia mariana, reforçando o lugar central de Maria na história da salvação.Para uma exploração mais ampla, a pós-graduação em Mariologia e as aparições marianas oferecem estudos aprofundados sobre a figura de Maria na tradição cristã.

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